sexta-feira, 31 de maio de 2019

A mulher muçulmana no mundo moderno e a sua visão sobre a Dança do Ventre, por Elizete Cassidori

Trabalho de realizado por Elizete Cassidori para a conclusão do Módulo Fundamentos da Dança do Ventre do Curso de Formação e Capacitação em Dança do Ventre oferecido por FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde sob coordenação de Priscila Genaro

A mulher muçulmana no mundo moderno e sua visão sobre a Dança do Ventre.


Justificativa
Este é um trabalho é um breve estudo sobre a mulher muçulmana e o mundo moderno, como é a vida no islamismo e sua visão sobre dança do ventre e como a arte é apresentada. A Pesquisa propõe auxiliar no entendimento de como é a vida de uma mulher muçulmana e como é a dança do ventre no Islã.

A dança do ventre
Elizete Cassidore e Priscila Genaro
A dança do ventre como todos nós sabemos, é uma atividade desenvolvida principalmente por mulheres. No oriente é uma dança que vem da identidade familiar, ou seja, passada de geração em geração. A dança do Ventre era muito praticada em festas femininas onde as mulheres dançavam para se divertir, mostrar a beleza umas as outras e para se preparar para o parto, pois a Dança do Ventre por exercitar a área do quadril ajuda as mulheres na fertilidade e na gestação, preparando assim a mulher para se tornar mãe. Não é permitido que homens vejam as mulheres dançando, a não ser que sejam suas esposas, para não terem fantasias eróticas com mulheres que não sejam suas esposas, por este motivo nas festas tradicionais as mulheres dançavam entre elas.em locais separados dos homens.

A mulher Islâmica
Na sociedade muçulmana, a mulher é protegida por ser previsto no Alcorão que o homem tem que proteger sua mulher como sua joia mais preciosa.

A mulher tem o direito de ter um marido com condições financeiras suficientes para sustentar a ela e aos filhos ou ela pode pedir o divórcio.

“ Sabei que tens direitos sobre as vossas mulheres e elas tem direitos sobre vós. Os vossos direitos é não vos traírem, nem permitirem que entre em vossas casas quem não desejais, e os seus direitos sobre vós é que deveis tratá-las bem, alimentando-as e vestindo-as.“ Souza, 2012.

A vida destas mulheres muçulmanas é bem diferente da vida das demais mulheres, em alguns países islâmicos vivem em suas casas e recintos e não podem fazer trabalhos externos, somente os domésticos.

“A maioria das mulheres vivem na reclusão, poucas foram as que tiveram papéis ativo em questões públicas, embora atualmente haja uma crescente liberação do papel das mulheres fora de casa que começou sob a influência ocidental. Em alguns países, porém, verifica-se um retrocesso aos valores
islâmicos, através do fundamentalismo islâmico.” (A mulher Árabe anônima)

Aqui no Brasil a vida de uma mulher muçulmana é bem diferente do que estamos acostumados a ver na mídia. Pois a mulher consegue viver normalmente  em sociedade e fazer coisas que as brasileiras acham simples, mas para elas é um direito conquistado. Em alguns países muçulmanos as
mulheres não podem trabalhar, mas por ser uma lei do país e não da religião.

Apesar do que vemos e o que a mídia nos passa, a mulher não é obrigada a casar com um homem que o pai escolhe por motivos religiosos e sim por ser parte de uma cultura, assim como as vestimentas não são obrigatórias, elas se cobrem e se vestem desta forma peculiar por considerarem ser um ato de respeito. 

A mulher muçulmana não é obrigada a ficar em casa, ela vê como um direito o ato de cuidar dos filhos e da casa, que aqui no Brasil por exemplo não é comum, o direito que a brasileira acredita ter conquistado seria  o de trabalhar fora de sua casa. 

Em muitos países mulheres que usam o véu simbolo do Islã são descriminadas pelo estilo de vida que levam.

Limia Ali Dabora que mora no Brasil a 15 anos de religião Islâmica, entrevistada para a realização deste trabalho, diz que a Dança do Ventre não é proibido no Islã porém ela tem algumas regras como a vestimenta, onde será praticada e a música. A música só pode ser tradicional da cultura árabe, ela cita o exemplo da guitarra que músicas com este instrumento são proibidas, que são permitidas somente com instrumentos típicos como derbak, alaude, e outros. As roupas para dançar geralmente são cobertas, vestidos com xales no quadril, as roupas de duas peças são usadas quando vão se apresentar para o esposo, ou quando estão entre mulheres, estas são as únicas situações onde ficam livres para mostrar sua beleza.

A opinião de Limia sobre a dança é que  dançar e o momento em pode expressar  seus sentimentos, como ela mesma diz “uma terapia” um exercício físico excelente para fortalecer a musculatura do corpo todo, não só do abdômen. A dança do ventre entre estas mulheres serve para que elas se sintam mais "elas mesmas", uma conexão da arte com o físico e o emocional.

Conclusão
As mulheres na dança apresentam muitas visões e conceitos diferentes, pois cada cultura desenvolve  uma forma de pensar sobre arte. Não existe o certo e o errado, nem bom ou ruim apenas formas de ver a arte da dança do ventre diferentes. A mulher muçulmana tem uma forma de pensar sobre a dança do ventre bem parecida com o forma de pensar de mulheres de outras culturas, que é uma arte como expressão corporal, porém a forma de exibição que é diferente. Para a muçulmana é uma dança para as pessoas próximas, seus esposos e mulheres da sua família. Já mulheres de outras culturas dançam para o público em espetáculos ou festas.

O mundo moderno está conseguindo receber melhor as muçulmanas, embora ainda exista muito  preconceitos e dificuldade das pessoas aceitarem as diferenças. 

A dança do ventre uma arte que pode ser praticada por todas as mulheres, desde que respeitem a sua religião, sua família e a si mesmas. É uma arte para todos.

Bibliografia
A mulher Árabe. Disponível em HTTP://www.netprof.pt/netprof/getDocumento?id_versao=8956. Acesso em 21/01/2016

A mulher no Alcorão e na Sunnah. Disponivel em HTTP://www.islamhoy.org/principal/portugues/mulher/a_mulher.htm; Acesso em 21/01/2016

Souza, Fatima. Junho de 2012. Disponivel em HTTP://pt.slidesshsre.net/kevinkr9/mulheres-no-mundo-muulmano.


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quarta-feira, 22 de maio de 2019

Planejamento de aula para Leitura de Solo de Derbak

Trabalho de realizado por Guilherme Troiano para a conclusão do Módulo de Didática para Dança do Ventre do Curso de Formação e Capacitação em Dança do Ventre oferecido por FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde sob coordenação de Priscila Genaro

Planejamento de Aula para Leitura de Solo de Derbak 

Guilherme Troiano em
Festival de Inverno FIDES
Público Alvo: Livre

Objetivo Geral:
Trabalhar de forma contínua a musicalidade e a percepção de tempo e espaço.


Objetivo Especifico:
Desenvolver o tônus dos músculos que favorecem a movimentação dos quadris e a psicomotricidade, para a melhorar a leitura de solos de derbak.
Trabalhar de forma direta com a auto-pesquisa, a aula tem o objetivo trabalhar possibilidades de deslocamentos e desdobramentos sem perder o cadenciado e intensidade da movimentação do quadril.

Justificativa:
Para que os quadris respondam de forma mais rápida e direta ao proposto em uma coreografia ou solo improvisado, o hagalla e o encaixe e desencaixe são movimentos base. A partir desses dois movimentos podemos trabalhar a execução mais elaborada ampliando o nível de dificuldade e mixagens com outros movimentos e locomoções.

Avaliação:
Do movimento: Partindo dos exercícios pré-estabelecidos, observar o quanto  orgânico o movimento é executado, a avaliação será feita durante todo o andamento da aula, dando mais atenção para quem tem mais dificuldade na execução dos movimentos.

Aula
1º Tempo – Aquecimento
Duração: 15 minutos

Meia ponta, flex (trabalho para fortalecimento da musculatura podal, musculatura das panturrilhas e coxas)
20 abdominais (para fortalecimento do abdome)

Pausa 10 segundos

20 abdominais (para fortalecimento do abdome)
Caminhada de bumbum (para fortalecimento dos glúteos e musculatura das panturrilhas e coxas e conscientização dos mesmos)

Inclinação lateral da coluna para esquerda e direita 
Flexão dos quadris, aproximando as mãos dos pés, alonga-se a região da coluna lombar.
Flexão e extensão da coluna serviçal
Flexão e extensão alternada dos joelhos (Para aquecimento dos joelhos, pés, panturrilhas e quadris)
Flexão e extensão da coluna lombar lateral 
Retroversão e anteversão dos quadris (para aquecimento da lombar e músculos dos quadris)

Curso de Formação em Dança do Ventre
2º Tempo –  Musicalização ( estudo da célula rítmica: Masmoud Saghir)
Duração: 30 min – 

1: Retroversão e anteversão acentuada dos quadris (batidas secas)
1.1: Retroversão e anteversão acentuada do quadril direito
1.2: Retroversão e anteversão acentuada do quadril esquerdo

2: Flexão e extensão da coluna lombar lateral
2.1: Retroversão e anteversão acentuada dos quadris (batidas secas marcando o DUM)
2.1: Flexão e extensão da coluna lombar lateral (marcando o ta kA tak)

Obs.:
(Esse exercício tem como objetivo trabalhar a musicalidade, coordenação motora e psicomotricidade)

3: Flexão posterior da coluna torácica
3.1:Retroversão e anteversão acentuada dos quadris (batidas secas)
3.2: Flexão e extensão da coluna lombar lateral
3.3: Retroversão e anteversão acentuada dos quadris (batidas secas marcando s dois primeiros DUM)
3.4: Flexão e extensão da coluna lombar lateral (marcando o ta kA tak)
3.5: Flexão e extensão leve da coluna torácica (batida seca marcando o terceiro e ultimo DUM)

Obs.:
(Esse exercício tem como objetivo trabalhar a musicalidade, coordenação motora e psicomotricidade)

3º tempo: Aplicação Prática
Duração: 5 minutos


Será oferecido aos alunos uma música para que coloquem em prática e trabalho proposto em aula, dança livre.

4º Tempo: Finalização: Alongamento e relaxamento
Duração: 10 minutos

Alongamento das regiões laterais do troco;
Alongamento da coluna lombar;
Alongamento da região superior traseira da coluna
Alongamento dos membros inferiores

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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Biografia de Ahmed Adaweya o Pai do Shaabi por Hitomi Falanga

Trabalho de realizado por Hitomi Falanga para a conclusão do Módulo Musicalidade para Dança do Ventre do Curso de Formação e Capacitação em Dança do Ventre oferecido por FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde sob coordenação de Priscila Genaro


Biografia de Ahmed Adaweya o Pai do Shaabi


Jusci e Hitomi no Curso de Formação
Ahmed Adaweya é um cantor egípcio e foi a primeira grande estrela da música shaabi, durante ascensão desse ritmo da década de 70. Além de cantor, ele também é compositor e ator.

Ahmed Moharmed Morsy é seu nome verdadeiro, ele nasceu em 26 de junho de 1945, na periferia de Maadi, um bairro na parte ul do Cairo, mais especificamente na governadoria de AL Minia. Seu pai, Mohamed Morsy al Adawi era negociante de gado.

Ahmed, no começo era encanador, depois foi trabalhar como garçom no Café al – Alatiyah, na rua Mohamed Ali, conhecida como Shariaa AL Fann, que significa “rua dos artistas”. Lá ele apresentava canções folclóricas e seus mawaweel, que é o plural de mawal ou improvisações vocais. No final da década de 60, ele deixou de cantar em mulids (festival religiosos) e em casamentos de rua para cantar em casamentos de alta classe em hotéis. Para entendermos o sucesso dele, precisamos acompanhar alguns eventos da história:

A industria da musica atualmente é uma operação multimilionária extremamente sofisticada, mas há vinte anos atrás, ela apenas estava começando. Aquele inicio foi a ascensão de Ahmed Adaweya, o primeiro pop star moderno do mundo árabe.

As suas fitas assetes politicamente subversivas vendidas na ruelas do Cairo e cantadas na forma mais rude do árabe coloquial, dominou a cultura popular nos 70 – um tempo quando os grandes da idade Dourada da Música árabe estavam falecendo. Adaweya iniciou um novo gênero musical camdao música shaabi ou música do povo – canções tradicionais de lamento em uma tela urbana nas favelas das cidades egípcias em expansão.

Ele começou a cantar usando a linguagem das ruas do Cairo, cheias de gírias da classe trabalhadora e duplos sentidos. Ele é considerado Rei do Shaabi, e como muitos cantores de shaabi, ele se especializou em fazer “mawal” (improvisação vocal). As faixas curtas e rápidas consolidaram a sua reputação.

Com suas raízes baladi. Sua voz rouca devido ao narguile, seu mawal de cortar o coração, suas letras, ás vezes usando um tom satírico, sua combinação de instrumentos tradicionais e modernos, sua aspereza geral, tudo isso forneceu um modelo para os cantores shaabi que o precederam.

(Sawt Al Hobb, no casamento de Sharifa Fadel)

Seu primeiro álbum, em 1972, vendeu 1 milhão de cópias e ele passou a vender 5 milhões de cassetes por mais de 5 anos, em países árabes, fazendo dele o primeiro pop star a explorar com sucesso a propagação dos cassetes e tocadores de fita cassete pela região. Com sua ultima fita, em 1982, Adaweya vendeu 250.000 unidades em uma semana. Como não existia uma indústria como hoje, havia somente gravações de rua e fitas piratas e as autoridades estavam preocupadas com essa nova cultura do submundo se desenvolvendo nas favelas.

Embora a sua música tivesse um som de orquestra árabe tradicional, ela se diferenciava em ser produzida num formato de 5 minutos do pop ocidental da moda.

Em contraste com as canções de amor dramáticas e politicamente corretas da era de Umm Kalthoum, Adaweya era um jovem bem simples, com uma paixão de mover montanhas, cantando sobre as trivialidades do Egito moderno – por exemplo, em sua famosa música Zahma (superlotação), ele canta sobre uma mulher (umm hassam), crianças chorando, congestionamento de carros e engarrafamentos. 

Ele cantava hinos para os tempos confusos e de mudanças, como a música Salametha Om Hassam.
Esta canção se refere ao Egito depois da humilhante derrota na guerra de 1967 com Israel. A canção deseja que a Mãe Egito se recupere rapidamente e expressa a esperança que o olho do mal que atingiu seu filho, deixe-o livre.

Era um tempo de mudanças no mundo árabe, depois da morte de Gamal Abdel Nasser, militar e político egípcio, 2° presidente do Egito de 1954 até sua morte em 1970.

Ele também estrelou em 27 filmes, incluindo comédias a até uma experiência em um filme de terror, mas cantar é o seu esnobismo tremendo. Para a elite dos intelectuais esquerdistas, ele era o símbolo de tudo o que havia de errado: a política pró - americana do sucessor de Nasser, Anwar AL Sadat,
considerado um dos pioneiros do neoliberalismo dos anos 70 e 80, a paz de Sadat com Israel, seu aparente abandono com os palestinos e seu afrouxamento do comando socialista na economia que durou em estados nacionalistas, como Libia, Algeria, Iraque e Síria.

Para esses intelectuais, sob Nasser, havia Umm Kalthoum, mas com Sadat, o mundo árabe estava sob as tolices insidiosas das canções de Adaweya. Um comentarista político - esquerdista escreveu que a audiência de Adaweya consistia por pessoas que vendiam produtos alimentares ruins, construíam
blocos de apartamentos de má qualidade e faziam fortuna comercializando drogas – tudo isso recursos do Egito de 1970. Por mais de uma década, o Ministro da informação Egito manteve Adaweya fora da televisão. Para o Estado, o glorioso caminho de desenvolvimento significava inculcar às massas com conhecimento e cultura de acordo com um cânone oficial, mas então, a massa decidiu por ela mesma que o que ela queria era comprar as fitas cassetes de Adaweya e as autoridades não gostavam disso. (do livro Cultura Popular e Modernismo no Egito, de Walter Armbrust).

Ahmed Adaweya casou-se em 1976 com Rose Adaweyas (w. farfesh.com – Ahmed Adaweya and his wife) ; eles têm um casal de filhos, Warda e Mohamed Adaweya, este é um cantor clássico conhecido, ele fez um álbum chamo “AL” – Tayyeb ahsam no ano de 2000 (w.last.fm/music/Ahmed+Adaweya).

Dos anos 70 anos 90, por mais de duas décadas, ele ofuscou todos os outros cantores de shaabi, mas sua brilhante trajetória foi interrompida em 1988, quando ele se envolveu num evento que quase lhe custou a vida. Um príncipe do Kwait – posteriormente executado por tráfico de drogas no Kwait – ficou tão aborrecido com a intromissão de Adaweya em seu harém que ele armou uma cilada para cantor. Ele o convidou para um drink no hotel de cinco estrelas do Cairo, o Marriott Hotel. Lá, ele o drogou e o agrediu. Por muito tempo houve rumores de que ele havia sido castrado, mas posteriormente, isso foi sempre negado por Adaweya e sua esposa. Ele foi encontrado inconsciente no quarto do hotel, sofreu um AVC e entrou em coma. Isso deixou Adaweya fora da esfera pública por mais de dez anos. Nas ruas surgiu uma frase com rima a respeito dele: Ahmed Adaweya, baad Il – amaliya, que significa Ahmed Adaweya depois da operação.

Nos Estados Unidos da América, ele recebeu a sua música e seu lugar na historia da musica árabe, ele é conhecido como o Pai do Shaabi. UM ENCANADOR MESTRE QUE SE TORNOU MESTRE DE SALTANA.

Saltana: o significado se confunde entre um estado de êntase da criação
artística e o êxtase da droga.

Numa entrevista, Adaweya disse: “Saltana é a minha arte. Eu posso cantar e alterar entre ‘maqmat’ diferente” (plural de ‘maqan’ – conjunto de notas musicais com as tradições que define as tradições entre elas, certos padrões melódicos e certos estados de espírito). Adaweya faz isso em seu mawal. O
estado criativo de saltana pode levar a um ‘tarab’, que é a sensação de êxtase.

LEVANDO UMA VIDA DURA É O QUE FORNECEU SUAS EMOÇÕES E OS SENTIMENTOS PARA CRIAR A SUA MÚSICA.

Ele diz ainda na entrevista: “Consegui fazer saltana depois de viver uma vida difícil e tempestuosa. É a minha experiência cantado em ‘mulids’ (festivais de santos e homens santos) e em tendas que fundaram toda minha carreira. Meu próprio talento combinado com tal vida me qualificou a um equivalente a um PhD em música. Eu nunca estudei música, a não ser através do sentimento, audição e uma vida dura”.

Muitos músicos letrados não conseguiam fazer a saltana e eles procuravam alguém como Adaweya para buscar e aprender a experiência em saltana.

Ele disse: “Eu sou o rei da saltana” (www.glidedserpent.com)

Ele é muito querido e tem muitos fãs. Estes são três comentários de fãs de Adaweya:

1. “Pessoalmente, quando eu escuto Adaweya, eu me sinto muito confortável. Porque suas palavras e sua música me alviam pouco a pouco. Eu desejo boa saúde a ele e que Deus o guarde, proteja e o
preserve, se ele ainda está vivo. Queria encontrá-lo só por um segundo, porque este encontro me teria forças para atravessar todos os problemas da vida.” (anônimo)

2. “Eu sou um fã de Ahmed Adaweya, o rei da música sentimental e o chefe dos chefes, nunca haverá um fenômeno como ele’. (anônimo)

3. “Encorajo o rei Ahmed Adaweya porque ele é o rei da música tradicional e suas musicas são muito tocantes. Eu o encorajo-lhe e digo-lhe que você tem uma voz linda a peço a Deus que o proteja e lhe dê uma vida longa para nos das essas novas musicas, uma vez que nos alivia e nos da coragem para sobreviver e esquecer os nosso sofrimentos, porque nestes dias, a vida tornou-se muito dificil e muito cansativa. (apelido: Maryouma-3/10/2009-comentário 6844 do youtube)

Existe uma dor mágica na voz de Adaweya e sua rouquidão (devido ao narguile) que a torna tão distinta. Ele ainda é lembrando por suas canções, seu estilo de vida e seus escândalos. Atualmente, ele aparece em programas de televisão como convidado e fez um vídeo clip junto com Ramy Ayach, com a canção El Nas El Ray’ah.

O MAWAL

Geralmente um mawal queixoso antecede a música, os assuntos podem ser de amor, de questões politicas, como o desdém do governante para com seu povo, corrupção, constituição e outras questões sociais. Geralmente um mawal não tem um ritmo, mas ele pode ser acompanhado pelo tradicional nai, ou pelo acordeom, saxofone ou teclado. O mawal exprime os sentimentos e crenças do cantor e prepara o terreno emocional para a musica real.

Ahmed Adaweya, Hasan al Asmar (morreu com 52 anos com um ataque do coração em 2011). E Shaaban foram conhecidos por seus mawaweel (plural de mawal) e muitas vezes o mawal era a própria canção.

A CANÇÃO

Depois do mawal, geralmente há uma batida animada (como o maqsoum, por exemplo), tocada pela tabla (instrumento de percussão).

A canção propriamente dita, curta e rápida, pode ser uma lamentação abordando vários assuntos, como: usar ou não drogas e bebidas alcoólicas, pobreza, trabalho e dinheiro, amor e casamento, comida que geralmente é associada como uma metáfora para o assunto sexo e outras coisas da vida.

As canções, usadas como uma forma popular de resistência, tendo como elementos o humor, irreverência e linguagem de rua para mascarar os verdadeiros significados, eram muitas vezes censuradas pelo governo. Através da industria caseira do cassete, estes podiam ser passados de pessoas para quiosque, para taxistas e motoristas de micro ônibus e também para o publico em geral.

Mais recentemente os cantores do estilo shaabi, Hakim e Saad, foram “descobertos” e sua músicas embora algumas sejam censuradas localmente, mundialmente elas foram reconhecidas como a música da juventude pop, como o hip hop e o reggae.

As fitas cassetes eram baratas e fáceis de serem distribuídas. Os cantores Hakim e Saad não se importavam que suas fitas fossem pirateadas, porque, com isso, a popularidade alcançada podia levar a grandes shows em grandes locais e isso se traduzia em muito dinheiro.

SHAABI - DOS BECOS DO CAIRO DIRETO PARA AS NUVENS

Shaabi: vem da palavra ‘shaab’ – povo, nação. 

A classe trabalhadora jovem do Egito foi contra as canções leves e a música shaabi se propagou a partir dos bairros mais pobres do Cairo. O shaabi começou a se desenvolver na sociedade egípcia em 1971, com o sucesso de Ahmed Adaweya, considerado o cantor do shaabi mais popular na história da música, que eram geralmente bem-humoradas, lascivas e havia criticas contra regras sociais da sociedade respeitável.

Na década de ’80, o shaabi foi influenciado pelo punk dos EUA e Reino Unido. Guitarras, sinterizadores e mais tarde beat box (percussão vocal do hip hop arte de reproduzir sons de bateria com a voz, boca e nariz) foram integradas na música, que agora é altamente polida e destinada ao consumo da população.

Atualmente, os cantores shaabi mais populares são Hakim e Shaaban Abdel Rahim.

SHAABI

Como palavra significa povo, do povo, das pessoas comuns, popular. Como uma forma musical, shaabi é a voz da rua, uma expressão urbana cheia de sentimento, duplo sentido e comentários sociais.

Como uma dança reflete uma expressão verdadeira e autêntica do povo egípcio, seu humor e diversão. Em 1970, surgiu na cultura popular mundial como a música punk nos Estados Unidos e Inglaterra, reggae na Jamaica, rai na Argélia, pop rock no Brasil e shaabi no Egito.

Gamai Abdel Nasser morreu foi sucedido por Anwar al Sadat, que era pró-ocidental. O Egito perde três de seus cantores queridos: Farid al Atrache, Om Kalthoum e Abdel Halim Hafez. Tudo isso marcou o fim da Era de Ouro do Egito, da era do amor puro, amor inatingível e sexualidade reprimida.

Passou-se da fantasia e dos sonhos para a realidade. Era um tempo de revolução e a música foi um modo de externalizar os sentimentos dos jovens. As fitas cassetes estavam disponíveis – eram caseiras e contrabandeadas, para evitar a censura do governo egípcio.

Assim, iniciou-se a fama do Pai do Shaabi, Ahmed Adaweya. Ele usou sua voz para cantar canções de protesto às várias injustiças sociais e comentários sobre o governo.

Ele era encanador, depois começou a trabalhar como garçom num Café situado na chamada Rua dos Artistas (Shaniaa al Fann), Lá ele apresentou canções folclóricas e seu popular Mawal (improvisações vocais) que geralmente eram de cortar o coração.

No final da década de ’60, ele deixou de cantar em Mulids (festivais religiosos) e casamentos de rua para cantar em casamentos de alta classe em hotéis.

No inicio de ’70, ele cantava regularmente nos clubes em Shariaa al Haram e sua popularidade e seu novo som vendeu milhões de cassetes.

Com sua raiz baladi, voz rouca de fumante de narguile, seu mawal memorável e letras, as vezes satíricas, sua combinação de instrumentos tradicionais e modernos ou apenas sua aspereza geral e modo de vida simples, com tudo isso ele forneceu um modelo para os cantores de shaabi que sucederam, como por exemplo, Hassan al Asmar, Hakim e Saad al Soghayar).

Shaabi é o som e a voz das pessoas da classe trabalhadora. Muitas dessas pessoas são de primeira e segunda geração do campo e trouxeram o baladi para a cidade. Eles combinaram a música folclórica
egípcia e instrumentos tradicionais com a música clássica ou de arte urbana e instrumentos ocidentais urbanos.

Embora pareça que há desrespeito pela canção tradicional e cultural, exatamente o oposto é verdadeiro. Essa música popular é mais versada no vernáculo egípcio do que a música e as canções da classe alta modernizadas e ocidentalizadas. Exemplo: a música do muito amado Abdel Wahab foi muito influenciada por compositores europeus e russos.

A MODERNIZAÇÃO E O SHAABI

O celular e a internet são meios atuais e eficazes de propagação. Há uma série de novos músicos shaabi usando o nome de DJ Mulid e DJ Sufi. Eles saíram dos mulids (festa religiosas) e remixam músicas dançantes para os jovens. O tema principal dessas canções foca a injustiça social, pobreza e o abandonar as drogas e o álcool. As melodias e os remixes podem ser hipnóticos, com invocações repetitivas e muitas vezes invocam a ajuda de um Ser Superior. Essas novas canções são muito comuns em casamentos populares os ritmos repetitivos e a letra atraem o público e o ritmo é muito dançante.

Este estilo musical urbano moderno com suas raízes rurais, combina uma gama muito eclética de instrumentos, como o riq (pandeiro), pratos, grandes e pequenos (tura e sagat), o nai e o kanoun ao som de violinos ocidentais, acordeom, saxofone, trompete, teclado elétrico e agora os sons digitais do computador. “Essa mistura de instrumentos antigos e novos é típico do som do shaabi” (www.gildedserpent.com) e agora, mais recentemente, temos o electro shaabi, o tecno shaabi e Mahraganat (festival de música).

Desde a virada do século XX, a rua Mohamed Ali foi o principal centro shaabi desses artistas baladi urbanizados. Hoje, graças a gentrificação:

“fenômeno que afeta uma região ou bairro pela reestruturação de espaços urbanos residenciais ou de comércio independente com novos empreendimentos prediais e de grande comércio, causando a substituição de pequenas lojas e antigas residências”, das peças históricas do Cairo e as necessidades econômicas para se deslocar para os arredores do Cairo, como a Rua Fisai e a Estrada das Pirâmides
(sudoeste para as pirâmides de Gizé), o novo centro shaabi para os artistas baladi músicos e cantores, são o celular e a internet. Os bairros shaabi estão agora ligados, quase com um centro shaabi virtual.

DISCOGRAFIA DE AHMED ADAWEYA

1 Adawiya 77 (4 canções)
a. Zalby El 2asy
b. Mawal Aa Saber
c. Mit Foll (meet fool)
d. Sib W Ana Sib

2 Adawiya in London (6 canções)
a. Edeelo Ady
b. Letel Ab
c. Mawal Sha3beya
d. Rawa2
e. Ya 3einak Ya Gabayrak
f. Ya Leil Ya Basha

3 Adawiya 91 (4 canções)
a. Balash El Lon Dah/Bent El Soltan
b. El Kareta
c. Ela Da Ya 3asal/Habiby Ya 3asal
d. Zahma Ya Leil Ya Basha

4 Ahom Ahom (6 canções)
a. 3eilah Tayha
b. Haz Ya Hob
c. Mawal 3atshan
d. Setah 3ala Setah
e. Shish Bish
f. Welad el Gharam

5 2ala2 (9 canções)
a. 2ala2
b. Alo
c. Magnoon
d. Mawawil 3
e. Mawawil 4
f. Mawawil 5
g. Mawawil 1
h. Mawawil 2
i. TAKE IT EASY

6 3alemnak El Hesab (6 canções)
a. 3adi El Markeb
b. 3alemnak El Hesab
c. (sem titulo)
d. Mawal - Ya Helw 200 – Lelhawa
e. Mawai – Yallli Ma3ak El Ersh
f. Rawa2

7 Adawiya 3 (6 canções)
a. 2atr El Habayeb
b. Aho Aho
c. BANG BANG
d. Mawai - Ya 3 ena El Naqah
e. Salamat Ya 3 ena
f. Ya Zayed Fil Halawa

8 Adawiya 4 (7 canções)
a. Aghrab
b. Mawai – Ah Ya Zaman
c. Mawai Men Ba Tery
d. Mawai – Ya Helw
e. Rawa2
f. Welad El Gharam
g. Ya Ta3ebny

9 Atarik (7 canções)
a. Tarik
b. 3eish Halak
c. El 3 oyoun El Khodr
d. Hekm El Hawa
e. Nassim El Ahbab
f. Qadi El Qadah
g. Samak Shabar

10 Beet Adawiya (6 canções)
a. Bent El Amir
b. Ellah Da Ya 3azal (Mawal El Khatwa Nasib)
c. Habiby Ya 3asal
d. MUSIC
e. MUSIC 2
f. Salam 3alashan Ahla El 3ersan

11 Bent El Soltan (4 canções)
a. Bent El Soltan
b. COUNT DI MONTE CRISTO
c. Oum Abdo Fein
d. Sabah El Sabah

12 Bos Shouf (4 canções)
a. Ana Elli Bamert El Zahr
b. Bo Shouf Adawiya 3amel Eh
c. Fozdok Ya Memaleh
d. Yakhty Esmaleten Beng Beng

13 Ehna El Mo3alemin (4 canções)
a. Ehna El Mo3alemin
b. Mawal – Ya Donya Samty Lemin
c. Sah Ya Me3alemah
d. Ya Dona Bethiry El Ghalban

14 El Marasil (7 canções)
a. Ala2ona
b. El Leil Law Tal
c. El Marasil
d. Feh Far2
e. Mawal Ana Elly Alby Eshtakah
f. Mawal El Khasis
g. Rassy Rassy

15 El Menady (2 canções)
a. 3eid El Milad
b. 3ailah Tayhah

16 Gouz Wala Fard (5 canções)
a. 2atr El Habayeb
b. Gouz Wala Fard
c. Hal2 Housh
d. Mawal
e. Ya Hewl Malameh

17 Magareeh (7 canções)
a. 3ashek Ya 3einy 3alaya
b. Magareeh
c. Maawal – El 3eish Wel Malh
d. Mawal – El Khasis
e. Mawal – El Moghanawateya
f. Mawal – El Zaman Wasu 3alena
g. We Hayatak Ein 3esnt

18 Mawawil 1 (10 canções)
a. 3agby Ya Zaman
b. 3atshan
c. Ana Elli 3amet El Zahr
d. Bolbol We Tar Fel Hawa
e. El Alb Eli Engareh
f. Sabah El Sabah Ya Leil
g. Ya Alby Sabrak 3ala El Rah
h. Ya Alby Sibak
i. Ya Helw Khalafteny
j. Ya Negma Ya Okht El Zamar

19 Namimah (4 canções)
a. Baghir 3ala El Sett
b. Mawal – Ya Beta3 El Naqah
c. Namimah
d. Ya Ta3ebny

20 Sahra Ma3 Adawiya (10 canções)
a. El Farha Di
b. El Sah Dah Mbo
c. Et3alemuha Ba2a
d. Hoboh Fouk We Hobot Tat
e. Kollo 3ala Kollo
f. Mawal 3 atshan
g. Mawal – Baheb Gedid
h. Mawal – Ya Alby Sibak
i. Salameha Oum Hassan
j. Set El Hawanen

21 Salam Meraba3 (5 canções)
a. Ekteb Lena Ya 2ady
b. El Dor El Awalany
c. Hy Baby
d. Mawal – Betebky 3ala Eih
e. Salan Meraba3 Ya Helw Yenhab

22 Ta2 Ta2 (5 canções)
a. 3ala Fein
b. Adik Te2ol Makhatsh
c. El Salam Lek
d. Setoo
e. Ta2 Ta2

23 Talbenak Bel Halal (6 canções)
a. Aghrrab
b. Donya Ghazurah
c. Mawal – Ah Ya Zaman
d. Mawal 0 El Oum
e. Mit Mesah
f. Talbenak Bel Halal

24 Zahma (6 canções)
a. Mawal
b. Mawawil
c. Tigy
d. Walah Le3eb El Hawa
e. Ya Wad Ya Manzoum
f. Zahma

25 Collection (3 canções e 1 video)
a. El Nas El Rayah (Feature: Ramy Ayash)
b. El Moled (Feature: Mahamed Adawiya – seu filho)
c. Karakashangy (Feature: Mst El Balad)

26 Nas Leiha Bakht (6 canções)
a. Ewaa Teasher
b. Ya Leil Yabo El Shouq
c. Ya Nazel El Souq
d. Badanaa Einy
e. Nas Leiha Bakht
f. Seeb El Tareeq El Eweg
(nogoistars.com)

27 Friendes Stars – Kona Fein – Ahmed Adawiya – pop – 1997 (9
canções)
a. Ahmed Adawiya – Kona Fein
b. Tarek El Sheikh – Klalas Ya Donyety
c. Noura – Khadt 3alaya
d. Gaber – Kol El Nas
e. Mardy – Er 7amo
f. Abdel Basset Hamoudah – 7kaytak Eih
g. Khaled Abdou – Ya Wakked Alby
h. Ashraf Gazal – 3agbak KEDA
i. Ahned El Esawy – Enta Fein (datab.us)

28 Change (6 canções)
Lançamento: 1°/julho/2012 Gênero: Classico, ópera e vocal
a. Ghayer Ghayer
b. Houa Mouch Houmma
c. Garèl Hana Can’Hana
d. Tetla’ A Tenzel
e. Quida ou Quida
f. Ta’ Abet Meny Elhomoul
(w.amazon.com)

DISCOGRAFIA DE AHMED ADAWEYA
1. Adawiya 77 (4 canções)
a. Zalby El 2asy
b. Mawal Aa Saber
c. Mit Foll (meet fool)
d. Sib W Ana Sib
2. Adawiya in London (6 canções)
a. Edeelo Ady
b. Letel Ab
c. Mawal Sha3beya
d. Rawa2
e. Ya 3einak Ya Gabayrak

Ayeela Tayela (filha perdida)

Esta letra de musica foi originalmente lançada por Ahmed Adaweya, em forma de cassete com o titulo Ya Salaam volume 5:

Letra em português:
Minha mulher perdeu seu caminho, boa gente n
Ela estava usando uma blusa de nylon e uma sala plissada
Você não ganhará dinheiro ou qualquer recompensa por sua procura
Mas Deus certamente te abençoará
Ela é tão bonita quanto um pêssego brilhante

Sua personalidade é maravilhosamente charmosa
Qualquer um que a veja admira sua beleza
Ela não é só bonita, mas inteligente também
Ela estava em minha canção, mas agora tudo o que eu tenho é uma cópia
Oh, ela é tão magnifica, a visão dela me deixa tonto!
Eu procurei há muito tempo por essa beleza estonteante
Ela é a primeira dama e uma grande beldade
Quando ela entra em um recinto, ele se ilumina
Qualquer um com visão pode ver isso claramente
Ela é incomparável

Letra em inglês:

My woman has lost her way, you good people
She’s wearing a nylon blouse and pleated skirt
You won’t get money or any reward for your search
But God will surely bless you
She’s as beautiful as a glowing peach
Her personality is wonderfully charming
Anyone who sees her admires her beauty
She’s not only beautiful, but now all I have is a copy
Oh, she’s so gorgeous, the sight of her makes me dizzy!
I’ve searched so long for this stunning beauty
She’s a first lady and a great beauty
When she enters a room, it is brightened

Zahma Ya Dunia – Lotado, oh Mundo Lotado
Abarrotado, o mundo está abarrotado
Lotado, os amantes estão perdidos
Abarrotado, e a sorte nunca chega
O Mulid (festival do profeta) está sem lider
Eu venho para aqui
Lotado
Eu vou aqui
Lotado

Aqui ou ali
Lotado
Lotado, o mundo está lotado
Lotado e eu estou indo para ela
E eu estou no meio da multidão
Ela quer me ouvir e eu falar para ela
Mas as palavras não a alcançam
E nós temos um compromisso
Nós estamos indo para o nosso compromisso
Lotado, e isto está me retalhando
E se você vai e não encontrar ele lá
Eu estarei com medo de ir para ela também
Na hora do meu compromisso e não encontra-la lá
As pessoas se tornarão abundantes
E eu queria cavalgar ou voar

Salametha Om Hassam (Salametha, Mãe de Hassam)

Musica popular shaabi cantada Ahmed Adaweya
Esta canção se refere ao Egito depois da humilhante derrota na guerra de 1967 com Israel. A CANÇÃO DESEJA QUE A Mãe Egito (om Hassam: Mãe de Hassam) se recupere rapidamente e expressa a esperança que o olho do mal que atingiu seu filho Hassam (o soldado egípcio) deixe-o livre. A referência na letra sobre queimar incenso e tocar o tambor perto do ouvido dela são referência à cerimônia Zar.

“O culto do zar no norte da África, Sudão, Egito, Arabia e Iran, é um ritual de possessão originário da Etiópia em meados do seculo XVIII. Introduzido no Oriente Médio através de escravos etíopes. Em todos os lugares em que este ritual se encontra, mas especialmente no Oriente Médio, é uma atividade estritamente feminina (a possessão). Desconsiderado pelo Islã ortodoxo, o zar é criticado e ridicularizado pelos intelectuais árabes.” (isiszaharabellydance.blogspot.com.br – Zar: relação ritual entre mulheres e jins)

Aleta fala que ela tentou fazer o zar, mas que isso não adiantou, ela deveria deixar de perder o seu tempo com superstições.

1ªEstrofe e refrão:
God bless her Hassam’s Mother (Que Deus a abençoe, Mãe de Hassam)
From the evil eye and from envy (Dos olhos do mal e da maldade)
And God bless you, oh Hassam (E que Deus te abençoe, oh Hassam)
From the lash that envied you (Do açoite que te invejou)
God bless, God bless (Deus abençoe, Deus abençoe)

God bless her Hassam’s Mother (Que Deus te abençoe, Mãe de Hassam)
Refrão
2ª Estrofe
The passing bull came to her (O touro chegou até ela)
And the bull didn’t put her to sleep (Eo touro não a colocou para dormir)
And the eye not leaving her alone (E o olho não a deixa só)
Someone envied Hassam’s mother (Alguém invejou a mãe de Hassam)
God bless you, Mother of Hassam (Que Deus te abençoe, Mãe de Hassam)
From the lash that envied you (Do açoite que a invejou).

Refrão
3º Estrofe
Why is she so preoccupied (Por que está tão preocupada)
From so much thinning she got sick (De tão magra ela ficou doente)
She burned incense and a pickle fish (Ela queimou incenso e um peixe em
conserva)
She didn1t recover, Hassam’s mother (Ela não se recuperou, mãe de Hassam)
God bless you, Mother of Hassam (Que Deus te abençoe, Mãe de Hassam)
From the lash that envied you (Do açoite que a invejou)

Refrão

4º Estrofe
They made a azar too powerfull to her (Eles fizeram um zar tão poderoso a ela)
It seemed like too strong for her (Parecia algo muito forte para ela)
Too bad no one rescued her (Tão ruim que ninguém a salvou)
She has got her excuse, Hassam’s mother (Ela teve suas desculpas, mãe de
Hassam)
God bless you, Mother of Hassam (Que Dues a abençoe, mãe de Hassam)
From the last that envied you (Do açoite que a invejou)

Refrão

5º Estrofe

What’s happening, Hassam’s mother, be have and get your act together (O que
está acontecendo, mãe de Hassam, comporte-se e obtenha sua ação junta)
Not a bull nor a azar is working out, wake up and be wise (Nem um touro nem
um zar está adiantando, acorde e seja sábia)
God bless you, Mother of Hassam (Que Deus te abençoe, Mãe de Hassam)
From the last that envied you (Do açoite que a invejou)
(www.shira.net/music/lyrics/salamet-ha-umm-hassam.htm)

FILMOGRAFIA DE AHMED ADAWEYA

A Bela e o Malandro TAL-FATENAH WE EL SAALOUK
(The Beauty and Scoundrel)
Filme egipcio – Lançado em: 12/julho/1974 – 100 min
Gênero: comédia musical
Sinopse? Um ladrão de carro se apaixona por uma bela mulher que ele
resgata de um tiroteio na multidão, mas o casal é assombrado por seu
passado.
Diretor: Hussein Emara Esmat Afify
Escritor: Hussein Emara
Atores: Ahmed Adaweya, Mervat Amin, Hussein Fahmy, Soheir Zaki

Para ele Mulher
(To him woman)
Filme egipcio – Lançado em: 1974
Gênero: drama
Diretor:
o Niazi Mostafa
 Escritor:
o Farouk Sabry
 Atores
o Farid Shawqi
o Nahed Sherif
o Mahmoud El Meleigy
o Galal Eissa
o Ehsan Elsherif
o Abdelghani El Nagdi

A Historia de Neptdy Menen
Filme egípcio – Lançado em: 29/ novembro/1976 – 100 minutos
Diretor:
o Mohamed salman
Escritor:
o Mohamed Salman
 Elenco:
o Sohier Ramz
o Mostafa Fahmi
o Said Saleh
o Omar El-Hariri
o Amira
o Mimi Gamal

Uma Mulher me enganou
(A woman deceived me)
Sinopse: Ahmed abre um escritório de advocacia em um bairro de classe trabalhadora e tem interesse em Awatif, uma viúva rica que mora ao lado. Os dois se envolvem, mas quando Awatif traz a idéia
de casamento, ele coloca fim no relacionamento. Quando Awatif descobre que Ahmed está noivo de outra mulher, Hanna, ela falsamente acusa-o de dar um desfalque em um de seus clientes.

Como resultado Ahmed é despedido de sua companhia e começa a trabalhar no curtume que Awatif possui. Depois, Ahmed descobre que Awatif foi a responsável pela acusação, ele tira proveito de seu
analfabetismo e faz com que ela assinasse um documento desistindo dos direitos sobre bens do marido falecido para seus filhos. Em seguida, ele a convence a ajudá-lo a provar sua inocência e ela
finalmente concorda.
Diretor
o Alaa Karim
 Escritor:
o Mahmoud Abou Zeid
Elenco:
o Hussein Fahmy
o Alaf Shoaib
o Mona Gabr
o Nabila El Sayed
o Ibrahim Saafan
o Ahmed Adaweya

Circulo de Suspeita
Filme egípcio – Lançado em: 1980
Elenco:
o Nabila Ebeid
o Yousra
o Tawfik El Deken
o Samir Sabri
o Nagwa Fouad
o Ibrahim Khan

Stouha sobre a arvore
Lançamento: 1980
Diretor: Nesser Hussien
Escritor: Nasser Hussien
Elenco: Younes Shalaby/ Mohamed Reda/ Lebleba/ Mazhar Abol Naga/
Samiha Tawfik/ Mohamed Abo El Hassan/ Ahmed Adaweya

O que as garotas querem (What girls want)
Lançado em: 19/ setembro/ 1980 – 120 minutos
Gênero: Drama
Diretor: Hassan El Seifi
Mahmoud Elseify
Escritor:
o Ahmad Abdel Wahab
Elenco:
o Sohier Ramzy
o Mahmoud Abdelaziz
o Samir Ghanem
o Hayatem
o Ahamed Adaweya
o Salah Nazmi

Mkhemar está sempre pronto (Mkhemar is Always Ready)
Lançado em: 1/ março/ 1980 – 90 minutos
Gênero: Thriller/ Categoria: livre
Diretor: Ahmed Tharwat
Escritor: Ahmed Tharwat
Elenco: Said Saleh
o Younes Shalaby
o Layla Olwy
o Waherid Seif
o Mariem Fakhr Eldin
o Ali El Sherif

Shaa’ban Abaixo de Zero (Shaa’ban Under Zero)
Lançado em: 19/ setembro/ 1980 – 125 minutos
Categoria: necessita de supervisão de um adulto
Gênero: Comédia
Enredo: Um funcionário pobre chamado Shaa’ban, que está apaixonado pela sua companheira Zeinab é convencido a participar de uma trama falsa feita pela família de um milionário morto, a fim de reivindicar a sua herança, como ele veio da mesma cidade natal que o milionário, de nome Farid. Mas ambos não não sabem que o verdadeiro Farid está retornando ao Egito em breve.
Diretor: Henry Barakat
Abdel Aziz Gad

Escritor: Samir ABDELAZIM
Elenco: Adel Imam
Gamil Rateb
Esaad Younes
Emad Hamdy
Salah Nazmi
Ahmed Adaweya

Uma Viagem Horripilante (A Horible Trip)
Lançado em: 21/julho/1981 – 100 minutos
Diretor: Mohamed Abdelaziz
Escritor:
Elenco: Madiha Kamel
Hussein Fahmy
Youssef Shabaan
 Ahmed Adaweya
Salah Nazmi
Adawy Gheith

4-2-4
Lançado em: 15/outubro/1981 – 95 minutos
Categoria: Livre
Gênero: Comédia
Diretor: Enas El Dighade
Escritor: Farouk Sabry
Elenco: Samir Ghanem
Younes Shalaby
Lebleba
Ahmed Adaweya
Farida Saif Al-Nasr
Ali El Sherif

Presas (Fangs)
Lançado em :1/agosto/1981 – 100 minutos
Categoria: necessita de supervisão de um adulto
Gênero: terror
Nusical
Diretor
Mohamed Shebl
Atef El Tayeb
Escritor: Mohamed Shebl
Tarek Sharara
Elenco: Ali El Haggar
Mona Gabr
Ahmed Adaweya
Talaat Zein
Ahdy Sadek
Hassan El Eman

Eu sou louco
Lançado em: 9/novembro/1981 – 110 minutos
Gênero: Drama
Diretor: Niazi Mostafa
Nemat Rushdi
Escritor: Ahmad Abdel Wahab
Elenco: Nadia El Gendy
Farid Shawqi
Adel Aham
Magdi Wahba
Ahmed Adaweya
Ahmed Abdel Wareth

Cinco no inferno
Lançado em: 1982Direor: Ahmed Tharwat
Escritor
Elenco: Said Saleh
Younes Shalaby
Esaad Younes
Ahmed Adaweya
Aaidah Riyadh
Ahmed Abdel Wareth

Hassam: O pobre Homem Rico (Hassam: the Rich Poor Man)
Lançado em: 6/setembro/1982 – 122 minutos
Gênero: ComediaDiretor: Henry Barakat
Escritor: Samir Abdelazim
Elenco: Samir Ghanem
Esaad Younes
Said Saleh
Younes Shalaby
Menirva
Tawfik El Deken

Misericordia do Falecido (Of the deceased Mercy)
Diretor: Amr Abdel Aziz
Escritor: Waheed Hamed
Elenco: Farid Shawqi
Mervat Amin
Youssef Shabaan
Tawfik El Deken
Ahmad Hated
Naeima El Soghaiar

Um homem em uma prisão feminina (A man in a women’s prision)
Lançado em: 5/setembro/1982
Diretor: Hassan El Seifi
Escritor:
Elenco: Lebleba
Saeid Abdelghani
Zahrat Al Oula
Mohamed Shawky
Ahmed ADAWEYA

O matadouro (The Slaughter House)
Lançado em: 1982 – 130 minutos
Gênero: Drama
Diretor: Ahmed AL-Sabaawi
Escritor: Ismail Waly Eldeen
Elsayed Bedir
Elenco: Samir Sabri
Madiha Kamel
Adel Aham
Mhamed Reda
Saeid Abdelghani
Nagwa Fouad

Hbrauy militar (Hbrauy military)
Lançado em: 27/setembro/1982 – 100 minutos
Diretor: Henry Barakat
Escritor: Ahmad El Khatib
Yousef Idris
Elenco: Magda El-Khatib
Said Saleh
Younes Shalaby
Ahmed Adaweya
Sayed Zayan
Ragaa Youssef

O Mendigo (The Beggar)
Lançado em: 7/novembro/1983 – 120 minutos
Categoia: Livre
Gênero: Comédia
Diretor: Ahmed AL-Sabaawi
Escritor: Samir Abdelazim
Elenco: Adel Imam
Esaad Younes
Sayed Zayan

Linha do Tempo 

É uma correlação entre História do Egito, cantores egípcios e suas fitas cassetes. As datas são aproximadas.

1952 – Fim da Monarquia (Rei Farouk) no Egito. Gamal Abdel Nasser se torna presidente da nova república: “O Egito para os egípcios, finalmente!”

1956 – Crises do Canal de Suez (com os britânicos). O Canal de Suez é nacionalizado.

1960 – Inicio da construção da Represa Alta de Assuan. Reassenta mento dos núbios. Muitos se mudaram para o Cairo.

1962 – Guerra Arábia x Israel. O exército de Israel derrota as forças combinadas árabes e ocupa a Cisjordância, o Sinai e as Colinas de Golã.

1971 – Ahmed Adaweya e a cultura cassete (música punk nos Estado Unidos e Inglaterra, reggae na Jamaica, Raí na Argélia e Shaabi no Egito).

1973 – Lançamento de Zahma Dunya Zahma de Ahamed Adaweya em formato de cassete. Guerra de Outubro: Egito e Síria x Israel.

1974 – Kat Kut cassetes. Morre Farid AL atrache.

1975 – Umm Kulthum morre;

1977 – Abdel Halim Hafez morre. Um clube de dança do ventre e atacado no Cairo.Fim da era de ouro do Egito, a era do amor puro, inatingível e sexualidade reprimida.

1979 – Egito e Israel assinam o tratado de paz. Egito é banido da Liga Árabe.

1980 – Shaaban ABDEL Rehim cassetes.

1981 – Sadat é assassinado e sucedido por Horni Murabak.

1984 – Um clube de dança do ventre é incendiado.


Obs: A aluna não assinalou os créditos da pesquisa, caso as referências sejam do conhecimento favor entrar em contato. genaropriscila@hotmail.com.

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quinta-feira, 9 de maio de 2019

Dança do Ventre: Sensualidade e Preconceito por Jusci Santos

Trabalho de realizado por Jusci Santos para a conclusão do Módulo Fundamentos da Dança do Ventre do Curso de Formação e Capacitação em Dança do Ventre oferecido por FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde sob coordenação de Priscila Genaro


Dança do Ventre: Sensualidade e Preconceito  por Jusci Santos


Introdução
A dança do ventre é uma arte milenar, e, por ser tão antiga, suas origens se confundem com os tempos primitivos, desde que o homem possui necessidade de reverenciar o divino. Apesar de a dança no antigo Egito ter sido considerada sagrada os constantes contatos com diferentes culturas acabaram por disseminar a dança em sua forma popular.
Por ser uma dança que explora a sensualidade, foi e é utilizada de forma deturpada em relação ao seu caráter e significados antigos. “O aspecto sagrado foi deixado de lado para sobrevir o aspecto do entretenimento”. (BENCARDINI, p. 29, 2002).
Se por um lado a bailarina é uma mulher cuja profissão lhe permite ser livre, por outro lado a dança pode representar para ela também alguma forma de ostracismo social, devido ao preconceito.
Por está a escolha do tema “Sensualidade e preconceito” para esclarecer os principais fatos na história que contribuíram para essa interpretação e quais as conseqüências desses fatores para arte atualmente.

Metodologia
O método utilizado foi a pesquisa bibliográfica, que é elaborada com base em material já publicado em relação ao tema de estudo, como ,artigos, livros, revistas, jornais, teses, dissertações, e materiais disponibilizados pela internet. (GIL, 2010; LAKATOS; MARCONI, 2008).

Dança do Ventre: Sensualidade e Preconceito

Aspectos históricos da dança do ventre.
Os registros encontrados mostram que a dança do ventre surgiu como forma de culto, vista como uma “condição propícia ao transe, e que poderia levar a pessoa a um estado de comunicação direta com o mundo espiritual.” (BENCARDINI, 2002). As mulheres dançavam em reverência as deusas. Através de movimentos ondulatórios e batidos de quadril, as mulheres reverenciavam a fertilidade e celebravam a vida.

Segundo Thaleb, a dança relacionada a uma ligação divina, enquanto os movimentos do quadril, pernas e pés são símbolos de uma relação direta com a terra, com o profano (THALEB, 2003).

Com o passar do tempo, homem foi se afastando da natureza assim como da figura poderosa da mulher. A sociedade passou a ser patriarcal e não mais matriarcal como era antes. Essas mudanças aconteceram juntamente com a chegada das religiões monoteístas, o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo que criaram deus como um ser masculino.

A dança começou a adquirir o formato atual, a partir de maio de 1798, com a invasão de Napoleão Bonaparte ao Egito. Algumas sacerdotisas foram vendidas como escravas e muitas delas, eram confinadas em palácios. Essas passavam a ser denominadas Awalim eram consideradas cultas demais para a época, poetizas, instrumentistas, compositoras e cantoras, cortesãs de luxo da elite dominante. Além das Awalim, existia ainda um grande grupo de mulheres que praticavam a Raps Sharqui, nome
original da dança, formado pelo Ghawazee. As Ghawazee eram ciganas que utilizavam a dança, muitas vezes, como forma de lucro para manterem os templos a seus deuses e passavam o tempo entretendo os soldados.

Durante a ocupação muitas dançarinas fogem para o Ocidente, pois a expressão artística passa a ser reprimida por ser considerada provocante e impura. A Dança do ventre foi perdendo o aspecto sagrado que teria marcado sua origem saindo dos templos para os palácios e festas populares e passando a ser apresentada publicamente para fins de entretenimento. Nesse período conturbado de guerras e migrações a Dança do Ventre passou a ser conhecida por outros povos, que a adquiriam para a sua cultura e modificaram- na de acordo com suas crenças e desejos.

A mídia e sua influência
Durante o século XlX, o Oriente estava na moda. Com a tradução das histórias das Mil e Uma Noites. Muitos viajavam para os exóticos países e ficavam fascinados pela diversidade cultural encontrada lá.

A partir de 1920 o cinema egípcio começa a ser rodado, tendo a dança do ventre como elemento essencial em suas produções. Esses filmes eram utilizados como atrativos turísticos para os países orientais.

Samia Gamal é uma das dançarinas que participou de diversos filmes nos EUA, França e Egito. Dentre eles, destaca-se “Ali Babá e os 40 ladrões” (Ali Baba ET lês quarante voleurs, França, 1954).

Durante essa época a mídia começou a exercer uma forte influência sobre o entendimento da dança do ventre, sendo ela o principal fator para compreensão limitada dessa arte. Mediando a apropriação pelo imaginário social ocidental da imagem da dançarina como “odalisca”, transformando essa imagem em um estereótipo do feminino enquanto objeto sexual. “Um reforço do mundo eletrônico
pós- moderno é que houve um reforço dos estereótipos pelo quais o Oriente é visto. A televisão, os filmes e todos os recursos da mídia têm forçado a informação a se ajustar em moldes cada vez mais padronizados” (Said, 1999 p.58).

Um dos efeitos negativos da globalização foi a repressão à prática desta dança. Na maioria dos países a dançarina é admirada como uma artista. Entretanto, há locais que ela não é bem vista e apresentações públicas de dança são proibidas. Isto acontece nos locais onde a religião muçulmana é ortodoxa, como regiões da Arabia Saudita e Afeganistão, nos quais a mulher deve seguir regras rígidas de comportamento, sendo a ela vetado expor-se em público.

Os egípcios mais ortodoxos abominam dança do ventre profissional em seu país. As danças só acontecem em pontos turísticos (grandes hotéis cinco estrelas e barcos que transitam pelo Nilo). Fora isso, só nas zonas consideradas “impróprias”.

Onde a cultura é mais fechada, a dança faz parte do folclore, dos ritos de passagem, de festas e acontecimentos sociais e do mundo privado- doméstico das mulheres, ocasiões em que elas geralmente dançam apenas umas para as outras.

A Vulgarização na dança do ventre
Diversos fatores influem no crescimento do preconceito com a dança do ventre. Não só fatores culturais, como também falhas graves (nascidas e, por vezes, difundidas dentro do próprio mercado de dança). Infelizmente muitas mulheres ainda acreditam que sensualidade, erotismo e vulgaridade estão ligados á forma corporal, e não consegue desenvolver performances naturalmente elegantes e sensuais, tampouco trabalhar a própria sexualidade em suas idas pessoais. (KAHA, 2007 Pg 91).

Uma dança apelativa e excessivamente provocante aguça os canais mais superficiais, trazendo o explicito e o grosseiro à tona. Isso pode estimular o pior tipo de propaganda para esta arte, que, antes de mais nada, deve ser tratada com respeito. “A bailarina que faz do explicito sua arma de frente pode até ter sucesso temporário, mas não recebe do público feminino o mesmo respaldo daquela que elegantemente faz do implícito e sutil uma parte essencial de seu estilo” (Jorge Sabongi, 2014).

1 – O Traje: não pode conter exageros e a abertura da saia, deve ser sutil; nada deve ser exuberante demais, quase apelativo.

2 - A Expressão Facial: é uma questão de interpretação, de sensibilidade e principalmente carisma.

3 – O Caminhar em Cena: Os passos são leves e quase imperceptíveis.

4 – A Sutileza dos movimentos: Mesmo quando extremamente ágeis, possuem firmeza; aí reside a delicadeza da mulher, sua personalidade aflora.

5 – A Aproximação do Público: Saber determinar seus limites de aproximação e não proporcionar ciúmes gratuitamente ao público.

6 – A Maquiagem: Nunca deve ser carregada, exceto quando espetáculo de palco e a distância turva a vista da platéia.

7 – O Nível Técnico: Deve estar associado a sutileza e a alma que se expõe ao dançar.

8 – As Palavras que Expressa: Existe um ditado árabe que define bem, em poucas palavras: “Depois que as palavras saem de sua boca, elas não são mais suas...”.

9 – O Olhar: Deve ser mais etéreo do que provocador. Nunca insinuando.

10 – O Comportamento de Bastidores: Aqui você põe a prova seus princípios, seu nível e seu bom senso.

A dança do ventre não se expressa somente sedução. Existem outros sentimentos como a pureza, delicadeza, suavidade, a tristeza, alegria e diversão. Além da leitura musical na diversidade instrumental.

Conclusão
O preconceito com a Dança do Ventre talvez não possa ser totalmente erradicado, mas a base para sua diminuição está na informação. É importante que bailarinas e professoras de dança do ventre no mundo inteiro apresente danças típicas e clássicas, trazendo dessa forma para o conhecimento do público leigo suas diversas manifestações, que estude cada vez mais os seus aspectos históricos os instrumentos utilizados e acessórios de acordo com as tradições e ritmos, as danças folclóricas de cada região, as inovações, bem como as fusões e transformações desta dança, e também informando sobre a história da dança árabe, seu passado sagrado e os benefícios para a saúde.

Cabe aos profissionais da área zelar pelo seu conceito, mantendo assim os padrões de elegância que a envolvem e não permitindo a sua vulgarização. Devemos transmitir ao público sentimento e respeito por essa arte para refletir numa reação positiva que seja extensiva a todas as praticamente da Dança do Ventre.

Referencias
BENCARDINI, P. Dança do ventre: ciência e arte. São: Textonovo, 2002;
GARAUDY, R. Dançar a vida. 6.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.
MOHAMED, S. Ladanza mágica Del vientre. 1 ed. Madrid: Mandala, 1995.
PORTINARI, Maribel. História da Dana. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1989.
SAID, Edward. Orientalismo. SP. Cia das letras, 1990.
SHARKEY, S. S. Resgatando a feminilidade: expressão e consciência corporal pela
dança do ventre. 2. Ed. São Paulo: Scortecci, 2002.
THALEB, Amir. La milenária Dnaza Del Vientre: El lenguaje oculto. Buenos Aires. 2003.
XAVIER, Cínthia N. ...5,6,7,8...Do oito ao infinito: por uma dança sem ventre
performática, híbrida, impertinente. 130 f. Dissertação de mestrado Artes – Instituto
em Artes, Universidade de Brasília, Brasília, 2006.

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