quarta-feira, 24 de julho de 2019

Dança do Ventre a Arte da Emoção

"Para que uma obra de arte seja realmente bela, é preciso que nela o autor se esqueça de si mesmo e me permita esquecê-lo."  François Fénelon 
Começo este texto com esta frase do Teólogo e poeta francês do século XVII, acredito que ela sintetiza o que é dançar, um momento de total entrega e êxtase que contagia quem assiste.Em uma ocasião onde meu professor de Yoga explicava o que era meditação, lhe falei que vivia aquilo enquanto dançava, ele me respondeu  "então você medida ao dançar".E a dança do ventre surgiu assim em minha vida, um momento de auto esquecimento,  um bálsamo, um alivio num momento de muito conflito. Na aula por muitas vezes me esquecia das colegas, da professora e fica em meu mundo sentindo meu corpo, eu e ele num namoro cheio de diálogo convidativos e carícias internas. Nos explorávamos  com cuidado, não sabia até onde meu corpo poderia suportar aquela movimentação nova. Meu corpo expandia a minha mente como um amigo que chega com boas novas.Minha mente aprendeu a aceitar meu corpo e meu corpo aprendeu o que a mente lhe dizia. E os dois foram assim ao longo de mais de duas décadas buscado um  ponto em comum.Hoje este ponto é minha Dança, que escrevo em letra maiúscula porque ela Me representa e Eu sou Única.A Dança do Ventre possui essa magia, o poder de fazer com que nos encontremos, sejamos nós mesmo em corpo e alma em movimentos que representam nossas emoções e intenções.O ato de dançar exige entrega e esquecimento, o bailarino se esquece em movimento de tal forma que contagia o público num diálogo mental que transcende a razão. Num instantes todos estão sorrindo ou chorando sem saber o motivo num contágio crescente, súbito e inesperado, não mais existe bailarino, nem dança, nem música, somente a emoção vivida.Assim é a Arte, a Dança e Vida. 


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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Anatomia do movimento da Dança do Ventre ´por Natacha Ayme

Trabalho de realizado por Natacha Ayme para a conclusão do Módulo Anatomia Aplicada a Dança do Ventre do Curso de Formação e Capacitação em Dança do Ventre oferecido por FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde ministrado por Andre Genaro sob coordenação de Priscila Genaro



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Anatomia do movimento da dança do ventre

Introdução
A ciência tenta por várias décadas desvendar os mistérios do corpo humano, utilizando da anatomia para explicar a estrutura do organismo humano, tendo em vista que esta divide o corpo em várias partes.
No presente caso, vamos estudar sobre o sistema articular e muscular, para entender quais articulações e músculos são utilizados quando realizamos os movimentos de dança do ventre.

Resumo
O presente trabalho tem como objeto descrever sobre a anatomia do movimento na dança do ventre, a sua origem, quais articulações e quais músculos são utilizados para realizar os movimentos básicos desta arte.


Conceito de Anatomia

Anatomia é uma ciência que estuda a estrutura física dos seres vivos. Os órgãos internos e externos, suas interações, funcionamento, localização e disposição.

A palavra Anatomia foi primeiramente usada por Aristóteles, e vem do grego anatome, sendo que “ana” quer dizer “através de” e “tome” significa “corte”.

Conceito de Anatomia humana

A Anatomia humana tem como foco o estudo do corpo humano, sendo considerada uma das ciências básicas da Medicina. 

Segundo Jean Cruveilhier (1791-1874) “Pode-se ser grande anatomista sem ser médico ou cirurgião, mas não se pode ser médico ou cirurgião sem ser anatomista” Importante frisar que, são imprescindíveis para o profissional da área de saúde saber sobre anatomia, tendo em vista que vai lidar constantemente com o corpo humano.

Artrologia

A artrologia seria a modalidade que da anatomia que estuda o sistema de articulações do corpo humano, que tem como função unir os ossos. 

Movimentos articulares:

Os movimentos das articulações podem ser divididos em: extensão, flexão, abdução, circundução e rotação.
Esses movimentos em conjunto possibilitam uma infinidade de movimentos às articulações.

Planos

Os movimentos articulares são executados respeitando plano e eixos a seguir:

1. Plano Sagital.
2. Plano frontal
3. Transversal

Plano Sagital: o plano sagital divide o corpo humano em lado direito e esquerdo, neste plano ocorrendo os movimentos flexão e extensões partindo da posição anatômica.

Plano frontal: o plano frontal dividi o corpo humano em lado entre anterior e posterior, ocorrendo os movimentos de adução, abdução e inclinações laterais partindo da posição anatômica.

Plano transversal ou horizontal: o plano transversal divide o corpo em partes superior e inferior, neste plano ocorrem os movimentos de rotações partindo da posição anatômica.

Eixos

Os eixos são linhas imaginárias que atravessam os planos do corpo perpendicularmente para possibilitar movimentos. Lembrando que estes planos e eixos serão sempre aplicados nas partes do corpo humano que permitem graus de movimentos amplos (articulações diartrose).

Eixo Látero -Lateral: estende-se de um lado ao outro, tanto da direita para esquerda quanto o inverso, perpendicular ao plano sagital. Esse eixo do possibilita os movimentos de flexão e extensão. Ex.: Articulação do ombro, do cotovelo.

Eixo Ântero-Posterior: estende-se em sentido anterior para posterior, perpendicular ao plano frontal. Esse eixo possibilita os movimentos de abdução e adução. Ex.: Articulação do ombro, do quadril.

Eixo Longitudinal: estende-se de cima para baixo (ou vice e versa), perpendicular ao plano transversal. Esse eixo possibilita os movimentos 
de rotação lateral e rotação medial. Ex.: Articulação do ombro, do cotovelo.

Modalidades dos movimentos articulares.

Abdução: Movimento que afasta a estrutura anatômica da linha média. Um exemplo simples seria o ato de elevar os braços lateralmente, distanciando-o do tronco.

Adução: Movimento contrario à abdução, ou seja, consiste em aproximar a estrutura anatômica da linha média.

Rotação: Movimento que o osso faz ao girar em torno de um único eixo, sem se mover em nenhum outro. Pode ser lateral, quando a rotação tem sentido de afastar-se da linha média. E pode ser medial, quando a rotação sentido à linha média.

Circundução: É a combinação dos movimentos de flexão, extensão, abdução e adução.

Flexão: Movimento que diminui o ângulo entre as estruturas que compõem a articulação. Um exemplo bem característico é a flexão do antebraço no cotovelo, movimento que diminui o ângulo entre o braço e o antebraço.

Extensão: Movimento que aumenta o ângulo entre as estruturas que compõem a articulação. Um exemplo para esse movimento seria o ato de “estender” o joelho, aumentando o ângulo entre o fêmur e a tíbia.

Pronação e Supinação: É um tipo especializado de rotação que ocorre nas mãos. Supinação é a rotação que põem as mãos em posição de súplica, palmas voltadas superiormente. Pronação é a rotação que põem as mãos em posição de benção, palmas voltadas inferiormente.

Principais movimentos do corpo humano 

Movimentos da coluna cervical

Os movimentos executados pela coluna cervical são: hipertensão, flexão, rotação lateral e inclinação.

Movimentos da cintura escapular

Os movimentos executados pela cintura escapular são: elevação, depressão, abdução e adução.

Movimentos da escapula

Os movimentos executados pela escapula são: elevação, depressão, retração, protusão, rotação lateral e rotação medial.

Movimentos do ombro

Os movimentos executados pelo ombro são: flexão, extensão, rotação lateral, rotação medial, abdução, adução e circundução.

Movimentos do Cotovelo

Os movimentos executados pelo ombro são: flexão, extensão, pronação e supinação.

Movimentos do punho

Os movimentos executados pelo punho são: flexão palmar, dorsiflexão, desvio radial, desvio ulnar e circundução.

Movimentos da coluna

Os movimentos executados pela coluna são: flexão, extensão, rotação e
inclinação.

Movimentos do quadril

Os movimentos executados pelo quadril são: flexão, extensão, adução, abdução, rotação medial e rotação lateral.

Movimentos do tornozelo

Os movimentos executado pelo tornozelo são: flexão, plantar dorsiflexão eversão e inversão.

Músculos

Movimentação do corpo humano

Os músculos tem como principal função movimentar o corpo humano, tarefa executada pelas músculos esqueléticos em conjunto com os ossos e articulações.

Estabilização corporal

Os músculos possibilitam que o corpo humano fiquem nas posições básicas do dia a dia como, por exemplo, sentar, ficar em pé, cruzar as pernas e etc...

Essa posições somente são possíveis, porque os músculos se contraem ou relaxam estabilizando o corpo, agindo como verdadeiros elásticos, impedindo alguns movimentos das articulações.
Por exemplo: os músculos do jarrete (músculos posteriores da coxa) previnem a completa flexão do quadril, a não ser que o joelho se flexione, quando ele aproxima as fixações musculares e possibilita um maior grau de flexão do quadril.

Músculos utilizados na movimentação dos ombros

Flexão Porção clavicular do Deltoide, porção clavicular do Peitoral Maior e Coracobraquial.
Extensão Porção escapular do Deltoide e Grande Dorsal.
Abdução Porção acromial do Deltoide e Supra-espinhal
Adução Peitoral Maior, Grande Dorsal e Redondo Maior.
Rotação Lateral Infra-espinhal e Redondo Menor.
Rotação Medial Subescapular e Redondo Maior.

Principais Movimento na Dança do Ventre
1. Básico egípcio;
2. Oito;
3. Camelo;
4. Zero médio encaixado;
5. Zerinho desencaixado;
6. Zerão;
7. Zero de peito;
8. Oito Maia
9. Shimie de joelho
10. Shimie tensão
11. Encaixe e desencaixe
12. Hagalla

Analise dos movimentos básicos da dança do ventre:

A modalidade de dança do ventre se utiliza dos sistemas articulares e musculares para realizar os movimentos a seguir:

1. Básico Egípcio: pequeno afastamento anterior posterior dos pés, o pé na frente em flexão plantar (meia ponta), movimento extensão do joelho e flexão lateral da coluna lombar.
a. Músculo da coluna: reto do abdome,
b. Músculo do joelho: quadríceps femoral
c. Músculo do tornozelo: gastrocnêmios

2. Oito: rotação alternada de quadril e coluna
a. Músculo do quadril e Músculo da Coluna:
b. Rotação do quadril: Iliopsoas
c. Rotação da Coluna: Reto do abdome

3. Camelo: flexão e extensão da coluna lombar
a. Músculos da coluna:
b. Flexão: reto do abdome, oblíquo externo, oblíquo interno e psoas maio.
c. Extensão: oblíquo externo, oblíquo interno, quadrado lombar e paravertebrais

4. Zero médio encaixado/. Movimento de circundução da coluna torácica e lombar
a. Músculo da coluna torácica e músculo da coluna lombar:
b. Circundução da coluna torácica: oblíquo externo, oblíquo interno, paravertebrais. 
c. Circundução da coluna lombar: oblíquo externo, oblíquo interno, paravertebrais.

5. Zerinho: movimento de circundução da coluna lombar
a. Músculo da coluna lombar:
b. Circundução da coluna lombar: oblíquo externo, oblíquo interno, paravertebrais

6. Zerão: rotação de quadril
a. Músculo do quadril:
b. Rotação interna: tensor da fáscia lata, glúteo médio, glúteo mínimo, adutor longo e adutor curto.
c. Rotação externo: Iliopsoas, sartório, glúteo Max, glúteo médio, adutor magno.

7. Zero peito: rotação da coluna torácica
a. Músculos da coluna torácica:
b. Rotação: oblíquo externo, oblíquo interno, paravertebrais

8. Maia: Flexão e extensão da coluna lombar
a. Músculo da coluna lombar:
b. Flexão da coluna lombar: oblíquo externo, oblíquo interno, paravertebrais.
c. Extensão da coluna lombar: Oblíquo externo, oblíquo interno, paravertebrais

9. Shimie: Flexão e extensão alternada dos joelhos
a. Músculos dos joelhos:
b. Flexão dos joelhos: bíceps femoral, semi – tendinoso, semi – membranáceo. Poplíteo.
c. Extensão dos joelhos: quadríceps femoral

10. Shimie Tensão: Tensão sem movimento

11. Encaixa e desencaixa: Retroversão e ante versão do quadril
a. Músculos do quadril:
b. Retroversão do quadril: reto do abdome, oblíquo externo, isquiotibiais e glúteo maior.
c. Ante versão do quadril: o iliopsoas, o eretor da coluna e o reto femoral.

12. Khagalla: Flexão e extensão da coluna lombar
a. Músculos da Coluna lombar:
b. Flexão da coluna lombar: oblíquo externo, oblíquo interno, paravertebrais
c. Extensão da coluna lombar: oblíquo externo, oblíquo interno, paravertebrais.

Coreografia

1° SEQUÊNCIA:
Posição inicial, abdução e flexão dos membros superiores no ângulo 90 graus no plano frontal, pequeno afastamento anterior
posterior dos pés, ambos os pés em flexão plantar (meia ponta), rotação lateral do quadril.

Movimento caminhando para a frente realizado flexão e extensão da colunar lombar, rotação da coluna, bem como extensão do quadril de forma alternada. (Caminhando para frente com camelo para frente de forma alternada)

2° SEQUENCIA
Posição inicial: Abdução do ombro esquerdo em ângulo de 170 graus e adução do ombro direito em ângulo de 30° graus e abdução do quadril do lado direito na posição frontal.

Movimento: adução do quadril, rotação de eixo para o lado direito, abdução do ombro direito em ângulo de 170 graus e adução do ombro esquerdo em ângulo de 30°graus e abdução do quadril do lado esquerdo e rotação do eixo para o lado esquerdo. (Véu na frente de corpo com giro em torno do eixo de forma alternada)

1 – Posição inicial: flexão dos membros superiores em ângulo 90 graus no plano sagital e junção dos pés no plano frontal.
Movimento: adução dos membros superiores no plano o transversal cruzando os braços e circundução dos membros superiores de forma alternada. (Cruzar os braços e descruzar os braços jogando o véu para o lado direito com distanciando e junção das penas de forma alternada)

2- Posição inicial: pés em posição anatômica e braços no ângulo 45 graus no posição frontal. Movimento: adução do quadril por completo cruzando as pernas, inclinação da coluna ara a direita e rotação da coluna na plano frontal no ângulo de 360 graus. (cruzar as pernas, girar a coluna no plano frontal com os braços aberto no ângulo de 90 gruas)

3-Posição inicial: pequeno afastamento anterior posterior dos pés, pé da frente em flexão plantar (meia ponta).

Movimento: pequena flexão da coluna com rotação lateral dos membros superiores e Extensão da coluna com pequena extensão da coluna ambos no plano sagital. (Jogar o véu para frente com pequena flexão da coluna e jogar o véu para atrás que pequena extensão da coluna)

“Movimento inteiro: Cruzar os braços e descruzar os braços jogando o véu para o lado direito com distanciando e junção das penas de forma alternada, girar a coluna no plano frontal, extensão da coluna no ângulo de 160 graus com rotação lateral do ombro”

4° SEQUENCIA
Posição Inicial: pequeno afastamento anterior posterior dos pés na posição sagital, o pé na frente em flexão plantar (meia ponta), braços no ângulo de 45 graus na posição frontal.

Movimento: caminhando para atrás realizado extensão do quadril e flexão do joelho de forma alternada com flexão e extensão da colunar lombar na posição, (caminhado para atrás realizado camelo jogando o véu para frente e para atrás)

5° SEQUENCIA
Posição inicial: pequeno afastamento anterior posterior dos pés na posição sagital, o pé na frente, braços esquerdo no ângulo de 180 graus e direito no ângulo de 45 graus na posição frontal.

Movimento: circundução lateral dos membros posteriores em conjunto com a circundução lateral do quadril com flexão e extensão do joelhos de forma alternada (movimento da básico egípcio com zerinho lateral com shimie e o véu girando em volta do corpo)

Conclusão
A intenção desse trabalho visa demonstrar que os movimentos praticados na dança do ventre seguem determinados planos e eixos, utilizando-se determinadas articulações e músculos.

Ademais, visa esclarecer que para cada movimento existe um termo técnico anatômico. Por fim, as informações apresentadas visam também a ajudar aqueles que praticam e ensinam a modalidade de dança do ventre a evitar lesões, bem como respeitar o limite do corpo.

Referencias
HTTP://cinesiologiaemfisioerapia.blosport.com.br/2011/08/conceitosbasicos.html
HTTP://muslacaobiovida.blogsport.com.br/2016/07/anatomia-muscular-ombromaguitorotador.html
HTTP://pt.slideshare.net/alannamello/complexp-do-ombro
HTTP://yogapelapaz.blogsport.com.br/2011/02/anteversao-e-retroversao-da-pelvis.html


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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Plano de aula de Dança do Ventre para Crianças por Jusci Santos

Trabalho de realizado por Jusci Santos para a conclusão do Módulo Didática Aplicada a Dança do Ventre do Curso de Formação e Capacitação em Dança do Ventre oferecido por FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde sob coordenação de Priscila Genaro




Jusci Santos  e FIDES Cultural
Plano de aula de Dança do Ventre para Crianças

Tema: Khaligge

Publico: Infantil (de 5 a 10 anos)

Objetivo Geral:

Desenvolver a musicalidade e a expressão corporal.

Objetivos específicos:

- Conhecer os aspectos Históricos da dança Khallige.
- Aprender os passos característicos a esse tipo de dança.
- Trabalhar a criatividade, sensibilidade, musicalidade, socialização e melhorar a coordenação motora.

Justificativa:

dança é um instrumento importância para desenvolvimento das crianças, ela desenvolve a criatividade, a percepção corporal, a musicalidade indo além do ritmo, faz com que a criança compreenda e relacione a melodia, as vozes, os sons dos instrumentos e transmita estas percepções por meios de movimentos dançantes.
Através da dança a criança aprende noções de espaço, sequencia, autenticidade, imaginação, padronização e conscientização do próprio corpo.
Ajuda a criança a explorar os seus sentimentos, promovendo também a socialização. A criança ao estudar outras formas de dança que se originam em outros países também adquire conhecimento histórico de outras culturas.
Ensinar a arte da dança do ventre de forma lúdica e educativa, vai além do passo de dança mas a transformação dessa experiência em algo que contribua para o seu desenvolvimento como pessoa e na construção dos seus sonhos e ideais. Faz com a criança se desenvolve com um olhar mais reflexivo e flexível em relação ao outro.


Jusci Santos Khaleege em FIDES Cultural
Plano de aula – Dança do ventre

A dança Khaleege

O Khaleege é uma dança popular árabe.
Quando falamos de dança popular ou típica, quer dizer que esta dança tem movimentos, ritmo, trajes, um conjunto de elementos e costumes que são tradicionais de um determinado povo ou grupo.
Em árabe, Khaleege ou khaliji significa relativo ao Golfo. Pronuncia-se Raligi. Está relacionado ao estilo e as característico da região do Golfo Pérsico, hoje Península Arábica (Arábia Saudita, Barein, Emirados Árabes, Kuwait, Omã e Catar).
Suas raízes estão ligadas ao cotidiano de trabalhadores que atuavam com as pescas e a extração de pérola, atividades tradicionais do Golfo Pérsico. Por isso alguns movimentos da dança khaliji têm relação com o amor.
No oriente, é chamada dança dos desertos, já que os nômades são dançarinos tradicionais. A dança Khaliji nasceu de rituais e se difundiu através de tradições familiares.
A Khaleege é uma dança tradicional de confraternização. Até hoje, é uma dança que se encontra muito mais durante momentos familiares festivos, como casamentos e reuniões comemorativas. A dança é executada em grupos ou em pares e é em sua maior parte, improvisada.
As mulheres dançam vestidas com suas longas túnicas de corte geométrico e ricamente bordadas, dançam movendo e cabeça, mexendo os cabelos e marcando o ritmo com os pés.

O figurino
É dançada com um vestido (túnica) de tecido fino, todo bordado por cima da roupa normal ou da roupa de dança do ventre. A túnica é chamada de Galabya.
As roupas típicas tradicionais muito largas, longas e ricamente bordadas. Este vestido tradicional teve originalmente variações regionais, entretanto-o uso difundido da máquina de costura nos últimos trinta anos e a modernização e a urbanização da Península Arábica resultaram no tobe (baba, caftan, toga, vestido, capa, galabya) ou thawb nashal, originalmente usado no Najd ou Arábia Central, transformando-se depois no traje tradicional das mulheres ao longo da área do Golfo.

Ritmo
Jusci Santos, Priscila Genaro em FIDES Cultural
O ritmo mais usado é o soudi/saudi ou saudista, no lêmen o ritmo soudi é chamado de Adany e no Kuwait é chamado de Samri no qual seu ritmo é lento e realizado de maneira mais vagarosa. Todos esses ritmos são chamados de ritmo khaliji. O ritmo segue a estrutura 2/4: DUM TAKATA, variando conforme a aceleração da música.

Saudi/Khaleegy (compasso 2/4)
Exercício de Ritmo: Propor que as crianças acompanhem o tempo da célula rítmica com palmas.

Alongamento:

1. Exercícios de respiração: Encher bem o pulmão de ar e ir soltando o ar pela boca bem devagar.
2. Espreguiçar: Soltar o corpo, estender os braços acima e para os lados.
3. Alongamento da musculatura posterior: Na posição sentado, flexão do quadril, aproximando as mãos até os pés e a cabeça até os joelhos.
4. Borboletinha: Aquecimento da articulação da junção ilíaco femoral.
5. Aquecimento de punhos e mão: flexão e extensão dos punhos
6. Relaxar o ombros: Levando os ombros para trás e para frente.
7. Relaxar o pescoço: Para os lados frente e trás movimentos circulares.
8. Levantar: Agachamento com afastamento lateral dos pés e joelhos levantar primeiro o quadril e por ultimo o corpo.
9. Formar um coração em dupla: inclinação lateral em dupla.
10. Alongar a coluna: Extensão da coluna. Formar uma roda e para alongar a coluna cada uma contará com o apoio da pessoa ao lado

Aquecimento
Atividade de musicalidade e expressão

Proposta: Adaptar os movimentos da música com os passos da dança Khalige.

Musica: Eu tenho uma tia
Eu tenho uma tia
Uma tia monicá
E quando ela passa
Todos dizem ola lá
Assim faz a Cabeça: (bis)
A Cabeça faz assim
Assim faz o ombro: (bis)
O Ombro faz assim
Assim faz o Quadril: (bis)
O Quadril faz assim
Assim faz o vestido: (bis)
O vestido faz assim
Assim faz a mãozinha: (bis)
A mãozinha faz assim
Assim faz o pezinho: (bis)
O pezinho faz assim

O Khalige é caracterizado pelos seguintes movimentos:

Pés: um dos fica totalmente no chão enquanto o de trás sofre uma elevação do calcanhar. Os pés se movimentam em uma troca constante de peso (da perna direita para a esquerda, e assim por diante).

Andar:
Projetando o quadril para frente, colocar o peso em um das pernas e andar para frente ou para os lados. Os braços bem soltos acompanham o movimento do quadril.

Movimentos de Ombro:
Deixar as mãos espalmadas e fazer elevação e depressão da escapula e flexão e extensão do cotovelo, imitando as ondas do mar. Fazer variações do movimento.

Variação:

Protração e retração da escapula com rotação da coluna ( movimentar os ombros jogando para frente e para trás).

Movimentos das Mãos:
As bailarinas tocam com a mão ao lado do nariz como um mergulhador faz ao descer ao fundo das águas em busca das ostras. Tocar o peito e testa alternando as mãos. Shimmie de mão.

Movimentos de Cabeça:
Utilizando-se um deslizar lateral com a parte da frente da roupa segurada longe do corpo e/ou escondendo parte do rosto juntamente com deslocamento lateral do pescoço.

Movimentos dos Cabelos:
O cabelo é jogado numa mímica das algas que flutuam nas correntes do oceano. Eles podem ser jogados de um lado para o outro, para a frente e para trás ou em círculos.

Dinâmica:
  1.  Composição Coreográfica: Passar uma seqüência simples dos movimentos aprendidos na aula.
  2.  Brincadeira: Brincadeira da bailarina e o espelho uma das alunas será a bailarina que ira executar os movimentos que aprendeu na aula e a outra será o espelho que terá que repetir os movimento igual a bailarina. Em um momento da música elas trocam de lugares e também trocam de pares.
  3. Dança livre:


Encerramento
Exercício de relaxamento: Ao som das ondas do mar as alunas devem relaxar soltando os braços; tronco; quadril, cabeça e pés imitando as ondas.

Jusci Santos e Priscila Genaro
Avaliação
Turma:

Cada aluna será avaliada pelas outras integrantes da turma, fará sua auto - avaliação e receberá a avaliação da professora. Os pontos a serem observados está mais relacionados com sua desenvoltura, comportamento, atenção, interesse demonstrado na aula e entrosamento com as demais do que com a técnica na execução dos movimentos. No quadro com os nomes das alunas a cada ponto positivo a
aluna receberá um coração.

Professor:
A turma também avaliara a aula respondendo as questões.
A aula cumpriu os objetivos propostos?
A estratégia metodológica adotada foi eficaz para o cumprimento
dos objetivos?


Referencias:
BERCADINI – Patrícia – Dança do ventre ciência e arte – Texto novo – 2002 
Dança do ventre infantil – Metodo SasaKl da Bailarina Rebeca Sasaki.
Dança Do Ventre E Didática Por Luciaurea Kaha – Disponivel em: HTTP://www.centraldancadoventre.com.br/publicacoes/livrosdanca- do-ventre/30/danca-do-ventre-e-didatica-%E2%80%93-para- professoras-ealunas./864.Acesso em 15 de jun, 2017.
FARINATTI – Paulo de Tarso Veras – CRIANÇA E ATIVIDADE FISICA – 1995.
HAAS, Jacqui Greene ANATOMIA DA DANÇA – 1° EDIÇÃO – 2011.
NANNI – Dionisia – DANÇA EDUCAÇÃO – 3° Edição 2001.

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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Analise da Música Ya Msafer Wahdak - Mohamed Abdel Wahab por Izaura de Oliveira Nunis

Trabalho de realizado por Izaura de Oliveira Nunis para a conclusão do Módulo de Musicalidade ministrado por Paulo Genaro do Curso de Formação e Capacitação em Dança do Ventre oferecido por FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde sob coordenação de Priscila Genaro 

Analise da Música Ya Msafer Wahdak - Mohamed Abdel Wahab

Justificativa
Fazer este curso teórico foi uma decisão para entender mais sobre a cultura árabe e principalmente entender a leitura musical. Escolhi a música Ya Msafer Wahdak, com esta versão, primeiro pela beleza da melodia e em seguida a mistura do ritmo espanhol permeado na música que a deixa menos melancólica. E também porque ela já estava cortada em uma duração de 4 minutos.

Mohamed Abdel Wahab, compositor da música em questão, nasceu no Cairo, Egito em 13 de março de 1907, (outra publicação informa que ele nasceu em 1902) e faleceu em 04 de maio de 1991, hoje no bairro onde nasceu há uma estátua sua na praça Bab El-Sheriyah. 

“Aos 7 anos já fazia apresentações, aos 13 compôs sua primeira música, em 1933 começou compor seu próprio estilo, escreveu 8 comédias entre 1933 e 1949. Em 1934 atou no filme “a flor” com grande Record de público.

Filmes:

  • The White rose – A Rosa Branca – 1933
  • Doumou’el Hub – Lagrimas de Amor – 1936
  • Yahya El Hub – Viva Amor – 1938
  • Yawm Disse – Happy Day – 1939
  • Mamnou’a El Hub – O Amor é proibido – 1942
  • Rossassa Fel Qaib – Um bala no Coração – 1944
  • Lastu Malakan – Eu não sou nenhum Anjo – 1947


Em 1950 deixou os filmes para se dedicar apenas à música como compositor e cantor. Seu repertório chega cerca de 1820 canções e é considerado um dos mais inovadores músicos egípcios, com seu estilo refinado. Foi criticado por introduzir ritmos ocidentais em suas músicas, mas também foi respeitado e admirado por muitos, considerado como um dos principais artistas da renovação da música árabe”.

Compôs canções que foram interpretadas por muitas bailarinas, e suas músicas foram gravadas também por vários cantores famosos em muitas versões. E, YA MSAFER WAHDAK é uma delas.

Discografia – São 237 álbuns

1. 1959 Rio Imortal
2. 1963 Damasco
3. 1972 Immortal Melodies (3 versões)
4. 1972 Iandal/ amado desconhecido
5. 1972 Você é minha vida/Doaa médio
6. 1972 Cleopatra
7. 1972 Tani/ Faça o / moldar seis Habayeb 33546
8. 1974 Cairo By Night (3 Versões)
9. 1974 Mohamed Abdel Wahab
10. 1974 Mohamed Abdel Wahab
11. 1974 Orquestra (volume 2)
12. 1974 Mohamed Abdel Wahab/Aghar Mim/Emta Taoud-Instrumental
13. 1974 Mohamed Abdel Wahab – XLPCPL 201
14. 1974 Bafakar felli massini/El Nahr E Kaled (LP)
15. 1975 Al Karnak (2 versões)
16. 1976 Reminiscing with (2 versões)
17. 1976 Belly Dance – The musici of Mohamed Abdel Wahab (volume 2)
18. 1976 Dared El Ayan
19. 1976 Looking Back With – LPCXG 180
20. 1976 All Rune Favourites – LPCXG 178
21. 1976 Belly Dance – LPCXG 186
22. 1977 LPB 573
23. 1978 Kolleda Kan Leh – (4 versões)
24. 1978…Bafakkar Fil Massini – LPCXG 207
25. 1980 Wonderful Melodies of (volume 1) 30 LPCXG 131
(…)
234. Double Best (Tem a música Ya Msafer Wahdak)
235. 1977 Música Inta Omri (cass)
236. 1993 Na Hoyt & Overnight TC 27
237. 1987 Cleopatra (2 versões)

História da música: YA MSAFER WAHDAR – “O Viajante Solitário”

Foi composta para o filme egípcio de 1942, “O amor é proibido”. A letra escrita por Hussein Sayed.
A música Msafer está no álbum Double Best, no álbum “Músicas do filme Mamnoue El Hob” volume 1 e gravada no CD “Bellydance Supertars” volume 1.
Não foi possível localizar em que ano foi gravado o álbum Double Best.

A versão estudada neste trabalho tem uma forte característica espanhola, direcionada para o flamenco.
Sua letra fala sobre saudade de alguém que partiu e está longe e gostaria que estivesse perto, também pode ser entendida como um amor passeiro, que durou pouco tempo.

Tradução “O Viajante Solitário” YA MSAFER WAHDAR 

Oh viajante solitário
Oh viajante solitário
Está passando por mim
Irá você para longe de mim?
Irá você para longe de mim e sua ausência me assombrar
Ele disse “adeus” simplesmente dizendo “até logo”
E eu estou farta de amor para lhe oferecer
As lágrimas de meus olhos estão dizendo
“Oh viajante solitário
Está passando por mim
Irá você para longe de mim e sua ausência me assombrar.”

Outra tradução do inglês.

“O viajante solitário”

Oh viajante solitário passando por mim
Por que você está me deixando e me preocupa?
Você disse adeus como se diz até logo
Eu estou dando a você meu coração
Estas lágrimas dos meus olhos falam

O viajante solitário passando por mim

No fogo do desejo eu esperarei
E ser paciente com meu coração e ter esperança
Embora você não vem a mim, estou feliz
Faça-me desejoso em sua presença e me prometa.
Tenho medo de que a separação seja boa para você
E que a distância muda suas condições
Que eu possa estar sempre em sua mente.

Oh viajante solitário passando por mim
Não importa quão longe a distância entre nós
Meu coração nunca mudará
Eu lembrarei mais de você
Mas primeiro você deve apenas pensar em mim.


Análise da Música

Instrumentos identificados na música: Violão, acordeom, violino, derbak, castanhola, bongo, cítara, snuje.

Introdução: de 0:01 a 0:39 segundos. Composto pelo grupo de instrumentos violão, bandolin, acordeom e um instrumento de percussão (que lembra a batida de um bongo), com maior destaque para o violino e o acordeom tempo 3/4.

Início:
Parte A: Inicia aos 0:39 até 2:25 segundos.
Sobre o tempo ternário conhecido como. Tempo 3/4.
(Castanhola, violino, alaúde e acordeom).
De 0:48 a 1:00 – Bongo, castanhola, acordeom, violão, bandolim.
De 1:17 a 1:25 – rápido, derbak, snuje.
De 1:25 a 1:53 – violino, castanhola, teclado, derbak, bandolim
De 1:53 a 2:25 – violão, violino, acordeom, percussão (som diferente do derbak).
Entre 1:56 a 2:06 o ritmo fica mais rápido e tem o som de castanholas e derbak Tempo 4/4.

De 2:06 a 2:22 – Fica mais lenta, acredito que é para a transição para a parte
B, derbak e violino

Parte B: Inicia aos 2:25 até 3:27

De 2:25 a 2:58 – acordeom, violino, bongo, derbak 2:58 a 3:27; Sobre o tempo
4/4, porém dentro desse compasso muda a célula rítmica, tem partes que ela fica mais pulsante depois volta ao normal. (violão, derbak, alaúde e acordeom).
De 2:58 a 3:08 – Notas longa, teclado, derbak, violino e violão.
De 3:08 aos 3:27 repete a pulsação mais rápida. Com violão, violino, teclado e derbak – tempo 4/4.
De 3:36 aos 3:52, Repete a pulsação mais rápida que aparece na primeira parte, bandolim, derbak, acordeom, violino, snuje. Tempo 4/4.

Final da música: 3:52 até 4:04. Violão, acordeom, derbak, violino. Volta o tempo 3/4.

Textura:Polifônica homofônica, há vários instrumentos com destaque à melodia realizada pelo violino.

Na textura musical definida pelo número de vozes ou instrumentos, pode ser modificada de acordo com o timbre dos instrumentos ou vozes e assim as identificamos como leve e pesada, ríspida ou suave.

Ritmo: A música analisada tem característica Flamenca, a característica identificada pela presença das castanholas e o ritmo vibrante que tem a música espanhola.
Há uma variação ritmos com trechos lentos e rápidos, confunde um pouco com o ritmo Wahda e o Zffe.
Sobre o ritmo vale dizer que é o som que nos faz vibrar e balançar o corpo: lentos e rápidos, define a duração do som.

“Ritmo é a pulsação da música. Um ritmo é uma forma de usar o tempo sem precisar de relógio ou cronômetro.” (Cyntia Gusmão)
Forma: A música está dividida em introdução, parte lenta onde se destaca a melodia e outras com pulsação mais rápida. Parte A e Parte B. Na forma podemos identificar um tipo determinado de música.

Considerando que há formas simples, complexas, vocais, instrumentais, identifiquei a música analisada como forma complexa e instrumental, complexas pela presença de sons extensos e com vários movimentos, apresar de também possuir sons curtos. E instrumental porque só tem instrumentos não tem voz humana.

Conclusão
Fazer este trabalho me deu oportunidade de conhecer um pouco de música, já sei dizer o que é tempo binário, ternário e quaternário, me ensinou prestar atenção nos instrumentos que foram utilizados. Que as frases da música são como se elas estivessem dialogando. Esta música em particular é melódica, trás muito sentimento. Para uma performance é necessário muita dedicação, treino, dançar, dançar e dançar e ouvir muita música árabe para entender suas nuances.
“Não mates a arte dentro de ti” 

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quarta-feira, 5 de junho de 2019

A mídia e a dança do ventre no Brasil por Paula Leite Cassidori

Trabalho de realizado por Paula Cassidori para a conclusão do Módulo Fundamentos da Dança do Ventre do Curso de Formação e Capacitação em Dança do Ventre oferecido por FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde sob coordenação de Priscila Genaro


A mídia e a dança do ventre no Brasil


Introdução
A mídia tem uma grande força de fazer com que as pessoas tenham uma ideia ou um mesmo ponto de vista, em todas as suas formas de veiculação. A mídia ajudou como nunca a Dança do Ventre, fez com que ela se tornasse um desejo e a realização de muitas pessoas, seja no Brasil ou no mundo.

Neste texto, vamos visualizar o passo a passo do que aconteceu com a Dança do Ventre no Brasil de acordo com a mídia e mostrar o papel que ela teve para a difusão da dança e da cultura árabe.

Metodologia
O método utilizado para a realização deste trabalho foi o de pesquisa bibliográfica, que é a busca de uma problematização de um projeto de pesquisa a partir de referências publicadas, analisando e discutindo as contribuições culturais e cientificas. que constitui uma excelente técnica para fornecer ao pesquisador a bagagem teórica, de conhecimento, e o treinamento cientifico que habilitam a produção de trabalhos originais e pertinentes.

A mídia e a dança do ventre no Brasil

A popularização da  dança do ventre no Brasil é bem recente, de aproximadamente 60 anos, sem muitos registros no começo. A dança chegou com os imigrantes árabes que chegaram ao Brasil no final do século 19, vindos de várias regiões do oriente médio,  nos anos 50 e 60 imigrantes libaneses que fugiram da guerra civil, que chegaram para agregar seus costumes à cultural do Brasil.

A primeira reportagem de Dança do Ventre no Brasil foi sobre a bailaria Zuleika Pinho realizar a primeira apresentação da dança pública, em 1954, ela com apenas 14 anos, passou a se apresentar em programa de televisão, e restaurantes.


Zuleika Pinho, em uma das suas primeiras reportagens “Nunca havia visto uma autêntica dançarina árabe dançar, apenas tinha uma pequena ideia vendo filmes americanos que no fundo não eram fiéis a cultura árabe.

Lógico que foi uma dança sem a técnica da dança do ventre de hoje, mas mesmo assim foi um sucesso. "Continuei a ser chamada para shows do gênero e fui me adaptando! [...] Para mim foi ótimo pois queria ser solista e foi dessa forma com a dança do ventre que conquistei o que queria!” (Pinho, 2009)

Até a década de 80, todos os tipos de material sobre a Dança do Ventre eram escassos, se produziam muito pouco, e era muito difícil conseguir qualquer tipo de informação. A literatura brasileira na época também escrevia pouco sobre a dança, e as publicações que tínhamos disponíveis eram somente em inglês ou francês. Também não tinha música árabe no Brasil, os discos e vinil tinham que ser importados.

A grande mudança ocorreu na década de 90, onde foi muito divulgada a Dança da Ventre no Brasil, quando começaram as publicações de dança, como o Jornal Encanto Oriente e Magia, jornais passaram a dar mais importância a dança, foi quando também surgiram eventos de dança como o Mercado Persa que também realiza concursos, posteriormente programas de televisão e a internet também contribuíram para difusão da dança.

O primeiro vídeo didático de Dança do Ventre foi protagonizado pela bailarina e professora Lulu Sabongi, agora Lulu form Brazil, e foi lançado pela Casa de Chá Egípcia Khan El Khalili, que é um dos restaurantes pioneiros em cultura do dança árabe no Brasil.

Logo depois, começaram a ser lançado cada vez mais vídeos e materiais para aulas sobre o assunto, e também aumentou cada vez mais a procura por materiais internacionais.

No início dos anos 2000, a dança finalmente se popularizou e se fixou no Brasil graças a novela O Clone, da rede Globo, a novela que começou em 2001, retrata um pouco da cultura árabe através da história vivida por Jade (Giovanna Antonelli), com o brasileiro Lucas (Murilo Benício).

Jade aparece diversas vezes fazendo uma performance de Dança do Ventre em frente ao Lucas, incentivando as mulheres a aprender esta dança. Na novela são apresentados muitos costumes da cultura árabe, e um dos que mais se destacaram foi a Dança do Ventre, que era praticada por várias personagens do drama.

Também na mesma época, o Músico Tony Mouzayek se tornou bastante conhecido no Brasil, pois a novela O Clone teve em sua trilha sonora uma música interpretada pelo mesmo, “Azez Alaya” foi tema do núcleo árabe da novela.

Tony Mouzayek junto com a Giovanna Antonelli nos bastidores da novela O Clone. “Pioneiro da música árabe no Brasil, influenciou o crescimento da dança do ventre, difundindo sua música que ficou conhecida em todo o Brasil. Sem dúvida, foi uma revolução na história da música árabe em nosso país.” (Autor Desconhecido, 2015)

A novela trouxe muitos ganhos para a dança do ventre no Brasil, mais divulgação, maior procura pela dança, seja em aulas ou apresentações, maior facilidade para encontrar materiais e acessórios para a Dança do Ventre, e colaborou muito para que a dança chegasse ao patamar em que está.

Atualmente a maior parte da divulgação da dança se deve as redes sociais como o Facebook, Instagram e principalmente o Youtube, onde as bailarinas divulgam os seus trabalhos, roupas e dicas, e as escolas de dança tem a oportunidade de divulgar as aulas de dança e os cursos sobre o tema.

Conclusão
A mídia tem papel fundamental para a divulgação e a popularização da Dança do Ventre do Brasil. Através de todos os meios de comunicação, desde jornais, passando pela televisão, e chegando ao veículo mais importante atualmente que é a internet.

Sem os meios de comunicação, dificilmente conheceríamos a Dança do Ventre, pois é uma arte que não faz parte da nossa cultura, e também por causa da mídia podemos conhecer um pouco mais da cultura árabe. A mídia fez e faz o seu papel para a Dança do Ventre ser o que hoje.

Referências Bibliográficas
PEREIRA, Mariana. A DANÇA DO VENTRE NO BRASIL. Disponível em: < HTTP://www.centraldancadoventre.com.br/a-danca-do-ventre/historia-da- danca-do-ventre/13/a-danca-do-ventre-no-brasil/12> Acesso em 09 de Janeiro de 2016;

ENTREVISTA: ZULEIKA PINHO. Disponível em: HTTP://www.centraldancadoventre.com.br/publicacoes/entrevistas/28/zuleika- pinho/359 Acesso em 16 de Janeiro de 2016

O CLONE – TRILHA SONORA. Disponível em: HTTP://memoriaglobo.globo.com/programas/entretenimento/novelas/o- clone/trilha-sonora.htm Acesso em 09 de Janeiro de 2016.

O CLONE – TRAMA PRINCIPAL. Disponível em: HTTP://memoriaglobo.globo.com/progrmas/entretenimento/novelas/o- clone/trama-principal.htm Acesso em 08 de Janeiro de 2016.

TONY MOUZAYEK, BIOGRAFIA. Disponível em: HTTP://www.tonymouuzayek.com.br/biografia.html Acesso em 15 de Janeiro de 2016.

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sexta-feira, 31 de maio de 2019

A mulher muçulmana no mundo moderno e a sua visão sobre a Dança do Ventre, por Elizete Cassidori

Trabalho de realizado por Elizete Cassidori para a conclusão do Módulo Fundamentos da Dança do Ventre do Curso de Formação e Capacitação em Dança do Ventre oferecido por FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde sob coordenação de Priscila Genaro

A mulher muçulmana no mundo moderno e sua visão sobre a Dança do Ventre.


Justificativa
Este é um trabalho é um breve estudo sobre a mulher muçulmana e o mundo moderno, como é a vida no islamismo e sua visão sobre dança do ventre e como a arte é apresentada. A Pesquisa propõe auxiliar no entendimento de como é a vida de uma mulher muçulmana e como é a dança do ventre no Islã.

A dança do ventre
Elizete Cassidore e Priscila Genaro
A dança do ventre como todos nós sabemos, é uma atividade desenvolvida principalmente por mulheres. No oriente é uma dança que vem da identidade familiar, ou seja, passada de geração em geração. A dança do Ventre era muito praticada em festas femininas onde as mulheres dançavam para se divertir, mostrar a beleza umas as outras e para se preparar para o parto, pois a Dança do Ventre por exercitar a área do quadril ajuda as mulheres na fertilidade e na gestação, preparando assim a mulher para se tornar mãe. Não é permitido que homens vejam as mulheres dançando, a não ser que sejam suas esposas, para não terem fantasias eróticas com mulheres que não sejam suas esposas, por este motivo nas festas tradicionais as mulheres dançavam entre elas.em locais separados dos homens.

A mulher Islâmica
Na sociedade muçulmana, a mulher é protegida por ser previsto no Alcorão que o homem tem que proteger sua mulher como sua joia mais preciosa.

A mulher tem o direito de ter um marido com condições financeiras suficientes para sustentar a ela e aos filhos ou ela pode pedir o divórcio.

“ Sabei que tens direitos sobre as vossas mulheres e elas tem direitos sobre vós. Os vossos direitos é não vos traírem, nem permitirem que entre em vossas casas quem não desejais, e os seus direitos sobre vós é que deveis tratá-las bem, alimentando-as e vestindo-as.“ Souza, 2012.

A vida destas mulheres muçulmanas é bem diferente da vida das demais mulheres, em alguns países islâmicos vivem em suas casas e recintos e não podem fazer trabalhos externos, somente os domésticos.

“A maioria das mulheres vivem na reclusão, poucas foram as que tiveram papéis ativo em questões públicas, embora atualmente haja uma crescente liberação do papel das mulheres fora de casa que começou sob a influência ocidental. Em alguns países, porém, verifica-se um retrocesso aos valores
islâmicos, através do fundamentalismo islâmico.” (A mulher Árabe anônima)

Aqui no Brasil a vida de uma mulher muçulmana é bem diferente do que estamos acostumados a ver na mídia. Pois a mulher consegue viver normalmente  em sociedade e fazer coisas que as brasileiras acham simples, mas para elas é um direito conquistado. Em alguns países muçulmanos as
mulheres não podem trabalhar, mas por ser uma lei do país e não da religião.

Apesar do que vemos e o que a mídia nos passa, a mulher não é obrigada a casar com um homem que o pai escolhe por motivos religiosos e sim por ser parte de uma cultura, assim como as vestimentas não são obrigatórias, elas se cobrem e se vestem desta forma peculiar por considerarem ser um ato de respeito. 

A mulher muçulmana não é obrigada a ficar em casa, ela vê como um direito o ato de cuidar dos filhos e da casa, que aqui no Brasil por exemplo não é comum, o direito que a brasileira acredita ter conquistado seria  o de trabalhar fora de sua casa. 

Em muitos países mulheres que usam o véu simbolo do Islã são descriminadas pelo estilo de vida que levam.

Limia Ali Dabora que mora no Brasil a 15 anos de religião Islâmica, entrevistada para a realização deste trabalho, diz que a Dança do Ventre não é proibido no Islã porém ela tem algumas regras como a vestimenta, onde será praticada e a música. A música só pode ser tradicional da cultura árabe, ela cita o exemplo da guitarra que músicas com este instrumento são proibidas, que são permitidas somente com instrumentos típicos como derbak, alaude, e outros. As roupas para dançar geralmente são cobertas, vestidos com xales no quadril, as roupas de duas peças são usadas quando vão se apresentar para o esposo, ou quando estão entre mulheres, estas são as únicas situações onde ficam livres para mostrar sua beleza.

A opinião de Limia sobre a dança é que  dançar e o momento em pode expressar  seus sentimentos, como ela mesma diz “uma terapia” um exercício físico excelente para fortalecer a musculatura do corpo todo, não só do abdômen. A dança do ventre entre estas mulheres serve para que elas se sintam mais "elas mesmas", uma conexão da arte com o físico e o emocional.

Conclusão
As mulheres na dança apresentam muitas visões e conceitos diferentes, pois cada cultura desenvolve  uma forma de pensar sobre arte. Não existe o certo e o errado, nem bom ou ruim apenas formas de ver a arte da dança do ventre diferentes. A mulher muçulmana tem uma forma de pensar sobre a dança do ventre bem parecida com o forma de pensar de mulheres de outras culturas, que é uma arte como expressão corporal, porém a forma de exibição que é diferente. Para a muçulmana é uma dança para as pessoas próximas, seus esposos e mulheres da sua família. Já mulheres de outras culturas dançam para o público em espetáculos ou festas.

O mundo moderno está conseguindo receber melhor as muçulmanas, embora ainda exista muito  preconceitos e dificuldade das pessoas aceitarem as diferenças. 

A dança do ventre uma arte que pode ser praticada por todas as mulheres, desde que respeitem a sua religião, sua família e a si mesmas. É uma arte para todos.

Bibliografia
A mulher Árabe. Disponível em HTTP://www.netprof.pt/netprof/getDocumento?id_versao=8956. Acesso em 21/01/2016

A mulher no Alcorão e na Sunnah. Disponivel em HTTP://www.islamhoy.org/principal/portugues/mulher/a_mulher.htm; Acesso em 21/01/2016

Souza, Fatima. Junho de 2012. Disponivel em HTTP://pt.slidesshsre.net/kevinkr9/mulheres-no-mundo-muulmano.


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quarta-feira, 22 de maio de 2019

Planejamento de aula para Leitura de Solo de Derbak

Trabalho de realizado por Guilherme Troiano para a conclusão do Módulo de Didática para Dança do Ventre do Curso de Formação e Capacitação em Dança do Ventre oferecido por FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde sob coordenação de Priscila Genaro

Planejamento de Aula para Leitura de Solo de Derbak 

Guilherme Troiano em
Festival de Inverno FIDES
Público Alvo: Livre

Objetivo Geral:
Trabalhar de forma contínua a musicalidade e a percepção de tempo e espaço.


Objetivo Especifico:
Desenvolver o tônus dos músculos que favorecem a movimentação dos quadris e a psicomotricidade, para a melhorar a leitura de solos de derbak.
Trabalhar de forma direta com a auto-pesquisa, a aula tem o objetivo trabalhar possibilidades de deslocamentos e desdobramentos sem perder o cadenciado e intensidade da movimentação do quadril.

Justificativa:
Para que os quadris respondam de forma mais rápida e direta ao proposto em uma coreografia ou solo improvisado, o hagalla e o encaixe e desencaixe são movimentos base. A partir desses dois movimentos podemos trabalhar a execução mais elaborada ampliando o nível de dificuldade e mixagens com outros movimentos e locomoções.

Avaliação:
Do movimento: Partindo dos exercícios pré-estabelecidos, observar o quanto  orgânico o movimento é executado, a avaliação será feita durante todo o andamento da aula, dando mais atenção para quem tem mais dificuldade na execução dos movimentos.

Aula
1º Tempo – Aquecimento
Duração: 15 minutos

Meia ponta, flex (trabalho para fortalecimento da musculatura podal, musculatura das panturrilhas e coxas)
20 abdominais (para fortalecimento do abdome)

Pausa 10 segundos

20 abdominais (para fortalecimento do abdome)
Caminhada de bumbum (para fortalecimento dos glúteos e musculatura das panturrilhas e coxas e conscientização dos mesmos)

Inclinação lateral da coluna para esquerda e direita 
Flexão dos quadris, aproximando as mãos dos pés, alonga-se a região da coluna lombar.
Flexão e extensão da coluna serviçal
Flexão e extensão alternada dos joelhos (Para aquecimento dos joelhos, pés, panturrilhas e quadris)
Flexão e extensão da coluna lombar lateral 
Retroversão e anteversão dos quadris (para aquecimento da lombar e músculos dos quadris)

Curso de Formação em Dança do Ventre
2º Tempo –  Musicalização ( estudo da célula rítmica: Masmoud Saghir)
Duração: 30 min – 

1: Retroversão e anteversão acentuada dos quadris (batidas secas)
1.1: Retroversão e anteversão acentuada do quadril direito
1.2: Retroversão e anteversão acentuada do quadril esquerdo

2: Flexão e extensão da coluna lombar lateral
2.1: Retroversão e anteversão acentuada dos quadris (batidas secas marcando o DUM)
2.1: Flexão e extensão da coluna lombar lateral (marcando o ta kA tak)

Obs.:
(Esse exercício tem como objetivo trabalhar a musicalidade, coordenação motora e psicomotricidade)

3: Flexão posterior da coluna torácica
3.1:Retroversão e anteversão acentuada dos quadris (batidas secas)
3.2: Flexão e extensão da coluna lombar lateral
3.3: Retroversão e anteversão acentuada dos quadris (batidas secas marcando s dois primeiros DUM)
3.4: Flexão e extensão da coluna lombar lateral (marcando o ta kA tak)
3.5: Flexão e extensão leve da coluna torácica (batida seca marcando o terceiro e ultimo DUM)

Obs.:
(Esse exercício tem como objetivo trabalhar a musicalidade, coordenação motora e psicomotricidade)

3º tempo: Aplicação Prática
Duração: 5 minutos


Será oferecido aos alunos uma música para que coloquem em prática e trabalho proposto em aula, dança livre.

4º Tempo: Finalização: Alongamento e relaxamento
Duração: 10 minutos

Alongamento das regiões laterais do troco;
Alongamento da coluna lombar;
Alongamento da região superior traseira da coluna
Alongamento dos membros inferiores

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