segunda-feira, 24 de junho de 2019

Plano de aula de Dança do Ventre para Crianças por Jusci Santos

Trabalho de realizado por Jusci Santos para a conclusão do Módulo Didática Aplicada a Dança do Ventre do Curso de Formação e Capacitação em Dança do Ventre oferecido por FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde sob coordenação de Priscila Genaro




Jusci Santos  e FIDES Cultural
Plano de aula de Dança do Ventre para Crianças

Tema: Khaligge

Publico: Infantil (de 5 a 10 anos)

Objetivo Geral:

Desenvolver a musicalidade e a expressão corporal.

Objetivos específicos:

- Conhecer os aspectos Históricos da dança Khallige.
- Aprender os passos característicos a esse tipo de dança.
- Trabalhar a criatividade, sensibilidade, musicalidade, socialização e melhorar a coordenação motora.

Justificativa:

dança é um instrumento importância para desenvolvimento das crianças, ela desenvolve a criatividade, a percepção corporal, a musicalidade indo além do ritmo, faz com que a criança compreenda e relacione a melodia, as vozes, os sons dos instrumentos e transmita estas percepções por meios de movimentos dançantes.
Através da dança a criança aprende noções de espaço, sequencia, autenticidade, imaginação, padronização e conscientização do próprio corpo.
Ajuda a criança a explorar os seus sentimentos, promovendo também a socialização. A criança ao estudar outras formas de dança que se originam em outros países também adquire conhecimento histórico de outras culturas.
Ensinar a arte da dança do ventre de forma lúdica e educativa, vai além do passo de dança mas a transformação dessa experiência em algo que contribua para o seu desenvolvimento como pessoa e na construção dos seus sonhos e ideais. Faz com a criança se desenvolve com um olhar mais reflexivo e flexível em relação ao outro.


Jusci Santos Khaleege em FIDES Cultural
Plano de aula – Dança do ventre

A dança Khaleege

O Khaleege é uma dança popular árabe.
Quando falamos de dança popular ou típica, quer dizer que esta dança tem movimentos, ritmo, trajes, um conjunto de elementos e costumes que são tradicionais de um determinado povo ou grupo.
Em árabe, Khaleege ou khaliji significa relativo ao Golfo. Pronuncia-se Raligi. Está relacionado ao estilo e as característico da região do Golfo Pérsico, hoje Península Arábica (Arábia Saudita, Barein, Emirados Árabes, Kuwait, Omã e Catar).
Suas raízes estão ligadas ao cotidiano de trabalhadores que atuavam com as pescas e a extração de pérola, atividades tradicionais do Golfo Pérsico. Por isso alguns movimentos da dança khaliji têm relação com o amor.
No oriente, é chamada dança dos desertos, já que os nômades são dançarinos tradicionais. A dança Khaliji nasceu de rituais e se difundiu através de tradições familiares.
A Khaleege é uma dança tradicional de confraternização. Até hoje, é uma dança que se encontra muito mais durante momentos familiares festivos, como casamentos e reuniões comemorativas. A dança é executada em grupos ou em pares e é em sua maior parte, improvisada.
As mulheres dançam vestidas com suas longas túnicas de corte geométrico e ricamente bordadas, dançam movendo e cabeça, mexendo os cabelos e marcando o ritmo com os pés.

O figurino
É dançada com um vestido (túnica) de tecido fino, todo bordado por cima da roupa normal ou da roupa de dança do ventre. A túnica é chamada de Galabya.
As roupas típicas tradicionais muito largas, longas e ricamente bordadas. Este vestido tradicional teve originalmente variações regionais, entretanto-o uso difundido da máquina de costura nos últimos trinta anos e a modernização e a urbanização da Península Arábica resultaram no tobe (baba, caftan, toga, vestido, capa, galabya) ou thawb nashal, originalmente usado no Najd ou Arábia Central, transformando-se depois no traje tradicional das mulheres ao longo da área do Golfo.

Ritmo
Jusci Santos, Priscila Genaro em FIDES Cultural
O ritmo mais usado é o soudi/saudi ou saudista, no lêmen o ritmo soudi é chamado de Adany e no Kuwait é chamado de Samri no qual seu ritmo é lento e realizado de maneira mais vagarosa. Todos esses ritmos são chamados de ritmo khaliji. O ritmo segue a estrutura 2/4: DUM TAKATA, variando conforme a aceleração da música.

Saudi/Khaleegy (compasso 2/4)
Exercício de Ritmo: Propor que as crianças acompanhem o tempo da célula rítmica com palmas.

Alongamento:

1. Exercícios de respiração: Encher bem o pulmão de ar e ir soltando o ar pela boca bem devagar.
2. Espreguiçar: Soltar o corpo, estender os braços acima e para os lados.
3. Alongamento da musculatura posterior: Na posição sentado, flexão do quadril, aproximando as mãos até os pés e a cabeça até os joelhos.
4. Borboletinha: Aquecimento da articulação da junção ilíaco femoral.
5. Aquecimento de punhos e mão: flexão e extensão dos punhos
6. Relaxar o ombros: Levando os ombros para trás e para frente.
7. Relaxar o pescoço: Para os lados frente e trás movimentos circulares.
8. Levantar: Agachamento com afastamento lateral dos pés e joelhos levantar primeiro o quadril e por ultimo o corpo.
9. Formar um coração em dupla: inclinação lateral em dupla.
10. Alongar a coluna: Extensão da coluna. Formar uma roda e para alongar a coluna cada uma contará com o apoio da pessoa ao lado

Aquecimento
Atividade de musicalidade e expressão

Proposta: Adaptar os movimentos da música com os passos da dança Khalige.

Musica: Eu tenho uma tia
Eu tenho uma tia
Uma tia monicá
E quando ela passa
Todos dizem ola lá
Assim faz a Cabeça: (bis)
A Cabeça faz assim
Assim faz o ombro: (bis)
O Ombro faz assim
Assim faz o Quadril: (bis)
O Quadril faz assim
Assim faz o vestido: (bis)
O vestido faz assim
Assim faz a mãozinha: (bis)
A mãozinha faz assim
Assim faz o pezinho: (bis)
O pezinho faz assim

O Khalige é caracterizado pelos seguintes movimentos:

Pés: um dos fica totalmente no chão enquanto o de trás sofre uma elevação do calcanhar. Os pés se movimentam em uma troca constante de peso (da perna direita para a esquerda, e assim por diante).

Andar:
Projetando o quadril para frente, colocar o peso em um das pernas e andar para frente ou para os lados. Os braços bem soltos acompanham o movimento do quadril.

Movimentos de Ombro:
Deixar as mãos espalmadas e fazer elevação e depressão da escapula e flexão e extensão do cotovelo, imitando as ondas do mar. Fazer variações do movimento.

Variação:

Protração e retração da escapula com rotação da coluna ( movimentar os ombros jogando para frente e para trás).

Movimentos das Mãos:
As bailarinas tocam com a mão ao lado do nariz como um mergulhador faz ao descer ao fundo das águas em busca das ostras. Tocar o peito e testa alternando as mãos. Shimmie de mão.

Movimentos de Cabeça:
Utilizando-se um deslizar lateral com a parte da frente da roupa segurada longe do corpo e/ou escondendo parte do rosto juntamente com deslocamento lateral do pescoço.

Movimentos dos Cabelos:
O cabelo é jogado numa mímica das algas que flutuam nas correntes do oceano. Eles podem ser jogados de um lado para o outro, para a frente e para trás ou em círculos.

Dinâmica:
  1.  Composição Coreográfica: Passar uma seqüência simples dos movimentos aprendidos na aula.
  2.  Brincadeira: Brincadeira da bailarina e o espelho uma das alunas será a bailarina que ira executar os movimentos que aprendeu na aula e a outra será o espelho que terá que repetir os movimento igual a bailarina. Em um momento da música elas trocam de lugares e também trocam de pares.
  3. Dança livre:


Encerramento
Exercício de relaxamento: Ao som das ondas do mar as alunas devem relaxar soltando os braços; tronco; quadril, cabeça e pés imitando as ondas.

Jusci Santos e Priscila Genaro
Avaliação
Turma:

Cada aluna será avaliada pelas outras integrantes da turma, fará sua auto - avaliação e receberá a avaliação da professora. Os pontos a serem observados está mais relacionados com sua desenvoltura, comportamento, atenção, interesse demonstrado na aula e entrosamento com as demais do que com a técnica na execução dos movimentos. No quadro com os nomes das alunas a cada ponto positivo a
aluna receberá um coração.

Professor:
A turma também avaliara a aula respondendo as questões.
A aula cumpriu os objetivos propostos?
A estratégia metodológica adotada foi eficaz para o cumprimento
dos objetivos?


Referencias:
BERCADINI – Patrícia – Dança do ventre ciência e arte – Texto novo – 2002 
Dança do ventre infantil – Metodo SasaKl da Bailarina Rebeca Sasaki.
Dança Do Ventre E Didática Por Luciaurea Kaha – Disponivel em: HTTP://www.centraldancadoventre.com.br/publicacoes/livrosdanca- do-ventre/30/danca-do-ventre-e-didatica-%E2%80%93-para- professoras-ealunas./864.Acesso em 15 de jun, 2017.
FARINATTI – Paulo de Tarso Veras – CRIANÇA E ATIVIDADE FISICA – 1995.
HAAS, Jacqui Greene ANATOMIA DA DANÇA – 1° EDIÇÃO – 2011.
NANNI – Dionisia – DANÇA EDUCAÇÃO – 3° Edição 2001.

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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Analise da Música Ya Msafer Wahdak - Mohamed Abdel Wahab por Izaura de Oliveira Nunis

Trabalho de realizado por Izaura de Oliveira Nunis para a conclusão do Módulo de Musicalidade ministrado por Paulo Genaro do Curso de Formação e Capacitação em Dança do Ventre oferecido por FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde sob coordenação de Priscila Genaro 

Analise da Música Ya Msafer Wahdak - Mohamed Abdel Wahab

Justificativa
Fazer este curso teórico foi uma decisão para entender mais sobre a cultura árabe e principalmente entender a leitura musical. Escolhi a música Ya Msafer Wahdak, com esta versão, primeiro pela beleza da melodia e em seguida a mistura do ritmo espanhol permeado na música que a deixa menos melancólica. E também porque ela já estava cortada em uma duração de 4 minutos.

Mohamed Abdel Wahab, compositor da música em questão, nasceu no Cairo, Egito em 13 de março de 1907, (outra publicação informa que ele nasceu em 1902) e faleceu em 04 de maio de 1991, hoje no bairro onde nasceu há uma estátua sua na praça Bab El-Sheriyah. 

“Aos 7 anos já fazia apresentações, aos 13 compôs sua primeira música, em 1933 começou compor seu próprio estilo, escreveu 8 comédias entre 1933 e 1949. Em 1934 atou no filme “a flor” com grande Record de público.

Filmes:

  • The White rose – A Rosa Branca – 1933
  • Doumou’el Hub – Lagrimas de Amor – 1936
  • Yahya El Hub – Viva Amor – 1938
  • Yawm Disse – Happy Day – 1939
  • Mamnou’a El Hub – O Amor é proibido – 1942
  • Rossassa Fel Qaib – Um bala no Coração – 1944
  • Lastu Malakan – Eu não sou nenhum Anjo – 1947


Em 1950 deixou os filmes para se dedicar apenas à música como compositor e cantor. Seu repertório chega cerca de 1820 canções e é considerado um dos mais inovadores músicos egípcios, com seu estilo refinado. Foi criticado por introduzir ritmos ocidentais em suas músicas, mas também foi respeitado e admirado por muitos, considerado como um dos principais artistas da renovação da música árabe”.

Compôs canções que foram interpretadas por muitas bailarinas, e suas músicas foram gravadas também por vários cantores famosos em muitas versões. E, YA MSAFER WAHDAK é uma delas.

Discografia – São 237 álbuns

1. 1959 Rio Imortal
2. 1963 Damasco
3. 1972 Immortal Melodies (3 versões)
4. 1972 Iandal/ amado desconhecido
5. 1972 Você é minha vida/Doaa médio
6. 1972 Cleopatra
7. 1972 Tani/ Faça o / moldar seis Habayeb 33546
8. 1974 Cairo By Night (3 Versões)
9. 1974 Mohamed Abdel Wahab
10. 1974 Mohamed Abdel Wahab
11. 1974 Orquestra (volume 2)
12. 1974 Mohamed Abdel Wahab/Aghar Mim/Emta Taoud-Instrumental
13. 1974 Mohamed Abdel Wahab – XLPCPL 201
14. 1974 Bafakar felli massini/El Nahr E Kaled (LP)
15. 1975 Al Karnak (2 versões)
16. 1976 Reminiscing with (2 versões)
17. 1976 Belly Dance – The musici of Mohamed Abdel Wahab (volume 2)
18. 1976 Dared El Ayan
19. 1976 Looking Back With – LPCXG 180
20. 1976 All Rune Favourites – LPCXG 178
21. 1976 Belly Dance – LPCXG 186
22. 1977 LPB 573
23. 1978 Kolleda Kan Leh – (4 versões)
24. 1978…Bafakkar Fil Massini – LPCXG 207
25. 1980 Wonderful Melodies of (volume 1) 30 LPCXG 131
(…)
234. Double Best (Tem a música Ya Msafer Wahdak)
235. 1977 Música Inta Omri (cass)
236. 1993 Na Hoyt & Overnight TC 27
237. 1987 Cleopatra (2 versões)

História da música: YA MSAFER WAHDAR – “O Viajante Solitário”

Foi composta para o filme egípcio de 1942, “O amor é proibido”. A letra escrita por Hussein Sayed.
A música Msafer está no álbum Double Best, no álbum “Músicas do filme Mamnoue El Hob” volume 1 e gravada no CD “Bellydance Supertars” volume 1.
Não foi possível localizar em que ano foi gravado o álbum Double Best.

A versão estudada neste trabalho tem uma forte característica espanhola, direcionada para o flamenco.
Sua letra fala sobre saudade de alguém que partiu e está longe e gostaria que estivesse perto, também pode ser entendida como um amor passeiro, que durou pouco tempo.

Tradução “O Viajante Solitário” YA MSAFER WAHDAR 

Oh viajante solitário
Oh viajante solitário
Está passando por mim
Irá você para longe de mim?
Irá você para longe de mim e sua ausência me assombrar
Ele disse “adeus” simplesmente dizendo “até logo”
E eu estou farta de amor para lhe oferecer
As lágrimas de meus olhos estão dizendo
“Oh viajante solitário
Está passando por mim
Irá você para longe de mim e sua ausência me assombrar.”

Outra tradução do inglês.

“O viajante solitário”

Oh viajante solitário passando por mim
Por que você está me deixando e me preocupa?
Você disse adeus como se diz até logo
Eu estou dando a você meu coração
Estas lágrimas dos meus olhos falam

O viajante solitário passando por mim

No fogo do desejo eu esperarei
E ser paciente com meu coração e ter esperança
Embora você não vem a mim, estou feliz
Faça-me desejoso em sua presença e me prometa.
Tenho medo de que a separação seja boa para você
E que a distância muda suas condições
Que eu possa estar sempre em sua mente.

Oh viajante solitário passando por mim
Não importa quão longe a distância entre nós
Meu coração nunca mudará
Eu lembrarei mais de você
Mas primeiro você deve apenas pensar em mim.


Análise da Música

Instrumentos identificados na música: Violão, acordeom, violino, derbak, castanhola, bongo, cítara, snuje.

Introdução: de 0:01 a 0:39 segundos. Composto pelo grupo de instrumentos violão, bandolin, acordeom e um instrumento de percussão (que lembra a batida de um bongo), com maior destaque para o violino e o acordeom tempo 3/4.

Início:
Parte A: Inicia aos 0:39 até 2:25 segundos.
Sobre o tempo ternário conhecido como. Tempo 3/4.
(Castanhola, violino, alaúde e acordeom).
De 0:48 a 1:00 – Bongo, castanhola, acordeom, violão, bandolim.
De 1:17 a 1:25 – rápido, derbak, snuje.
De 1:25 a 1:53 – violino, castanhola, teclado, derbak, bandolim
De 1:53 a 2:25 – violão, violino, acordeom, percussão (som diferente do derbak).
Entre 1:56 a 2:06 o ritmo fica mais rápido e tem o som de castanholas e derbak Tempo 4/4.

De 2:06 a 2:22 – Fica mais lenta, acredito que é para a transição para a parte
B, derbak e violino

Parte B: Inicia aos 2:25 até 3:27

De 2:25 a 2:58 – acordeom, violino, bongo, derbak 2:58 a 3:27; Sobre o tempo
4/4, porém dentro desse compasso muda a célula rítmica, tem partes que ela fica mais pulsante depois volta ao normal. (violão, derbak, alaúde e acordeom).
De 2:58 a 3:08 – Notas longa, teclado, derbak, violino e violão.
De 3:08 aos 3:27 repete a pulsação mais rápida. Com violão, violino, teclado e derbak – tempo 4/4.
De 3:36 aos 3:52, Repete a pulsação mais rápida que aparece na primeira parte, bandolim, derbak, acordeom, violino, snuje. Tempo 4/4.

Final da música: 3:52 até 4:04. Violão, acordeom, derbak, violino. Volta o tempo 3/4.

Textura:Polifônica homofônica, há vários instrumentos com destaque à melodia realizada pelo violino.

Na textura musical definida pelo número de vozes ou instrumentos, pode ser modificada de acordo com o timbre dos instrumentos ou vozes e assim as identificamos como leve e pesada, ríspida ou suave.

Ritmo: A música analisada tem característica Flamenca, a característica identificada pela presença das castanholas e o ritmo vibrante que tem a música espanhola.
Há uma variação ritmos com trechos lentos e rápidos, confunde um pouco com o ritmo Wahda e o Zffe.
Sobre o ritmo vale dizer que é o som que nos faz vibrar e balançar o corpo: lentos e rápidos, define a duração do som.

“Ritmo é a pulsação da música. Um ritmo é uma forma de usar o tempo sem precisar de relógio ou cronômetro.” (Cyntia Gusmão)
Forma: A música está dividida em introdução, parte lenta onde se destaca a melodia e outras com pulsação mais rápida. Parte A e Parte B. Na forma podemos identificar um tipo determinado de música.

Considerando que há formas simples, complexas, vocais, instrumentais, identifiquei a música analisada como forma complexa e instrumental, complexas pela presença de sons extensos e com vários movimentos, apresar de também possuir sons curtos. E instrumental porque só tem instrumentos não tem voz humana.

Conclusão
Fazer este trabalho me deu oportunidade de conhecer um pouco de música, já sei dizer o que é tempo binário, ternário e quaternário, me ensinou prestar atenção nos instrumentos que foram utilizados. Que as frases da música são como se elas estivessem dialogando. Esta música em particular é melódica, trás muito sentimento. Para uma performance é necessário muita dedicação, treino, dançar, dançar e dançar e ouvir muita música árabe para entender suas nuances.
“Não mates a arte dentro de ti” 

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quarta-feira, 5 de junho de 2019

A mídia e a dança do ventre no Brasil por Paula Leite Cassidori

Trabalho de realizado por Paula Cassidori para a conclusão do Módulo Fundamentos da Dança do Ventre do Curso de Formação e Capacitação em Dança do Ventre oferecido por FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde sob coordenação de Priscila Genaro


A mídia e a dança do ventre no Brasil


Introdução
A mídia tem uma grande força de fazer com que as pessoas tenham uma ideia ou um mesmo ponto de vista, em todas as suas formas de veiculação. A mídia ajudou como nunca a Dança do Ventre, fez com que ela se tornasse um desejo e a realização de muitas pessoas, seja no Brasil ou no mundo.

Neste texto, vamos visualizar o passo a passo do que aconteceu com a Dança do Ventre no Brasil de acordo com a mídia e mostrar o papel que ela teve para a difusão da dança e da cultura árabe.

Metodologia
O método utilizado para a realização deste trabalho foi o de pesquisa bibliográfica, que é a busca de uma problematização de um projeto de pesquisa a partir de referências publicadas, analisando e discutindo as contribuições culturais e cientificas. que constitui uma excelente técnica para fornecer ao pesquisador a bagagem teórica, de conhecimento, e o treinamento cientifico que habilitam a produção de trabalhos originais e pertinentes.

A mídia e a dança do ventre no Brasil

A popularização da  dança do ventre no Brasil é bem recente, de aproximadamente 60 anos, sem muitos registros no começo. A dança chegou com os imigrantes árabes que chegaram ao Brasil no final do século 19, vindos de várias regiões do oriente médio,  nos anos 50 e 60 imigrantes libaneses que fugiram da guerra civil, que chegaram para agregar seus costumes à cultural do Brasil.

A primeira reportagem de Dança do Ventre no Brasil foi sobre a bailaria Zuleika Pinho realizar a primeira apresentação da dança pública, em 1954, ela com apenas 14 anos, passou a se apresentar em programa de televisão, e restaurantes.


Zuleika Pinho, em uma das suas primeiras reportagens “Nunca havia visto uma autêntica dançarina árabe dançar, apenas tinha uma pequena ideia vendo filmes americanos que no fundo não eram fiéis a cultura árabe.

Lógico que foi uma dança sem a técnica da dança do ventre de hoje, mas mesmo assim foi um sucesso. "Continuei a ser chamada para shows do gênero e fui me adaptando! [...] Para mim foi ótimo pois queria ser solista e foi dessa forma com a dança do ventre que conquistei o que queria!” (Pinho, 2009)

Até a década de 80, todos os tipos de material sobre a Dança do Ventre eram escassos, se produziam muito pouco, e era muito difícil conseguir qualquer tipo de informação. A literatura brasileira na época também escrevia pouco sobre a dança, e as publicações que tínhamos disponíveis eram somente em inglês ou francês. Também não tinha música árabe no Brasil, os discos e vinil tinham que ser importados.

A grande mudança ocorreu na década de 90, onde foi muito divulgada a Dança da Ventre no Brasil, quando começaram as publicações de dança, como o Jornal Encanto Oriente e Magia, jornais passaram a dar mais importância a dança, foi quando também surgiram eventos de dança como o Mercado Persa que também realiza concursos, posteriormente programas de televisão e a internet também contribuíram para difusão da dança.

O primeiro vídeo didático de Dança do Ventre foi protagonizado pela bailarina e professora Lulu Sabongi, agora Lulu form Brazil, e foi lançado pela Casa de Chá Egípcia Khan El Khalili, que é um dos restaurantes pioneiros em cultura do dança árabe no Brasil.

Logo depois, começaram a ser lançado cada vez mais vídeos e materiais para aulas sobre o assunto, e também aumentou cada vez mais a procura por materiais internacionais.

No início dos anos 2000, a dança finalmente se popularizou e se fixou no Brasil graças a novela O Clone, da rede Globo, a novela que começou em 2001, retrata um pouco da cultura árabe através da história vivida por Jade (Giovanna Antonelli), com o brasileiro Lucas (Murilo Benício).

Jade aparece diversas vezes fazendo uma performance de Dança do Ventre em frente ao Lucas, incentivando as mulheres a aprender esta dança. Na novela são apresentados muitos costumes da cultura árabe, e um dos que mais se destacaram foi a Dança do Ventre, que era praticada por várias personagens do drama.

Também na mesma época, o Músico Tony Mouzayek se tornou bastante conhecido no Brasil, pois a novela O Clone teve em sua trilha sonora uma música interpretada pelo mesmo, “Azez Alaya” foi tema do núcleo árabe da novela.

Tony Mouzayek junto com a Giovanna Antonelli nos bastidores da novela O Clone. “Pioneiro da música árabe no Brasil, influenciou o crescimento da dança do ventre, difundindo sua música que ficou conhecida em todo o Brasil. Sem dúvida, foi uma revolução na história da música árabe em nosso país.” (Autor Desconhecido, 2015)

A novela trouxe muitos ganhos para a dança do ventre no Brasil, mais divulgação, maior procura pela dança, seja em aulas ou apresentações, maior facilidade para encontrar materiais e acessórios para a Dança do Ventre, e colaborou muito para que a dança chegasse ao patamar em que está.

Atualmente a maior parte da divulgação da dança se deve as redes sociais como o Facebook, Instagram e principalmente o Youtube, onde as bailarinas divulgam os seus trabalhos, roupas e dicas, e as escolas de dança tem a oportunidade de divulgar as aulas de dança e os cursos sobre o tema.

Conclusão
A mídia tem papel fundamental para a divulgação e a popularização da Dança do Ventre do Brasil. Através de todos os meios de comunicação, desde jornais, passando pela televisão, e chegando ao veículo mais importante atualmente que é a internet.

Sem os meios de comunicação, dificilmente conheceríamos a Dança do Ventre, pois é uma arte que não faz parte da nossa cultura, e também por causa da mídia podemos conhecer um pouco mais da cultura árabe. A mídia fez e faz o seu papel para a Dança do Ventre ser o que hoje.

Referências Bibliográficas
PEREIRA, Mariana. A DANÇA DO VENTRE NO BRASIL. Disponível em: < HTTP://www.centraldancadoventre.com.br/a-danca-do-ventre/historia-da- danca-do-ventre/13/a-danca-do-ventre-no-brasil/12> Acesso em 09 de Janeiro de 2016;

ENTREVISTA: ZULEIKA PINHO. Disponível em: HTTP://www.centraldancadoventre.com.br/publicacoes/entrevistas/28/zuleika- pinho/359 Acesso em 16 de Janeiro de 2016

O CLONE – TRILHA SONORA. Disponível em: HTTP://memoriaglobo.globo.com/programas/entretenimento/novelas/o- clone/trilha-sonora.htm Acesso em 09 de Janeiro de 2016.

O CLONE – TRAMA PRINCIPAL. Disponível em: HTTP://memoriaglobo.globo.com/progrmas/entretenimento/novelas/o- clone/trama-principal.htm Acesso em 08 de Janeiro de 2016.

TONY MOUZAYEK, BIOGRAFIA. Disponível em: HTTP://www.tonymouuzayek.com.br/biografia.html Acesso em 15 de Janeiro de 2016.

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