quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Processos Coregráficos na Dança do Ventre 7 - Como Dançar com Espada

Este texto faz parte da série Processos Coreográficos onde falo sobre como estudo e elaboro minhas coreografias de Dança do Ventre. E o tema de hoje é como dançar com espada.
A Dança com Espada faz parte da tradição de muitas culturas do Oriente, geralmente realizada por homens que exibem sua habilidade e destreza com o instrumento símbolo da masculinidade. Foi inserida na Dança do Ventre pela necessidade de diversificar os shows e cativar o público.
Quando me ensinaram a dançar com espada me disseram que era um instrumento que deveria ser usado com músicas lentas e melodiosas e a espada deveria ser equilibrada na cabeça, quadril, ombros, mãos e coxas. Porém com  o passar do tempo percebi que o dançar com a espada pode ser muito mais dinâmico, podemos fazer diversas manobras, simular golpes, giros intensos e um toque de sensualidade e demostração de poder. Por isso prefiro coreografar com a espada  músicas fortes bem marcadas que exijam dinamismo e mistério.
A coreografia a seguir foi inspirada num trecho do filme Alexandre, O Grande no filme as bailarinas dançam com punhal, mas a motivação não foi o instrumento, mas a intensidade e sedução da cena.
Como a coreografia foi montada para uma turma iniciante, sim espada pode ser dançada por iniciantes e apenas mais um instrumento,  fiz uso de movimentos básicos sem variar o desenho cênico.
A música utilizada se chama Naga  do músico percussionista Jeremiah M. Soto conhecido como Solace, suas músicas são misteriosas e intensas geralmente coreografadas pelo bailarinos do Tribal.
Em Naga encontramos a percussão bem forte no célula rítmica Masmud Saghir/baladi. o coro suave e as paradas bem marcadas proporcionam o ar de mistério ideal para a proposta.
Segue alguns vídeos de nossas apresentações:









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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Processos Coregráficos na Dança do Ventre 6 - Como Dançar com Véu

Dançar com véu é muito prazeroso, além da sensação de leveza e magia que o véu proporciona tanto para quem dança como para quem assiste é o Ás na manga para quem está iniciando.
Um instrumento na mão sempre favorece o bailarino iniciante, pois disfarça um braço mal posicionado, transmite segurança,  disfarça um eventual quadril menos dinâmico.
Só não pode esquecer que a proposta é fazer a Dança do Ventre com véu e não apenas dançar com véu, como muitas vezes vemos, uma movimentação maravilhosa de véu e nenhuma marcação de quadril ou quando esta ocorre é apenas com shimie numa parte mais intensa da música. 
Uma técnica bem interessante que aprendi com a minha primeira professora, que facilita para não esquecer dos movimentos de corpo característico da Dança na hora de coreografar  é intercalar movimento de véu, movimento de corpo e movimento de corpo com véu juntos. 
Seguindo este esquema e variando as movimentações nos níveis alto, médio e baixo a dança será sempre criativa e dinâmica.
Esta foi a preocupação que tive quando elaborei a coreografia que apresento neste texto, se observarmos existem movimentos de corpo, intercalados com os movimentos de véu nos diferentes níveis. Além da troca constante do desenho: linha, coluna, circulo  e diagonais.
Embora o véu na Dança do Ventre não faz parte de nenhuma tradição como já expliquei em outro texto sobre como dançar com véuos sete véus, é de comum acordo que o véu é usado para fazer a introdução do bailarino na dança, mas sempre existe a licença poética quando falamos de fazer arte. 
A música coreografada se chama Yassmena do músico egípcio Sayed Balaha, é uma música de estrutura clássica, o ritmo predominante é o maksum com variações, a melodia simples, mas rica no  preenchimento da textura o que dá a sensação de dinamismo na sua sonoridade. Essa musica foi a escolhida justamente por esta característica, permite movimentações rápidas e intensas. 
Este aspecto dinâmico da música foi caracterizado na coreografia na constante troca de posições dos bailarinos e o vigoroso trabalho de quadril.
É uma coreografia de nível intermediário à avançado, pois exige técnica mais apurada de movimentação, além do domínio do véu.

A seguir vídeo de algumas apresentações:
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