quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Processos Coregráficos na Dança do Ventre 5 - Dançar com Punhal

O punhal é um instrumento pouco utilizado na Dança do Ventre, mas quando bem feito proporciona uma sensação de poder, envolvendo o público numa atmosfera de mistério, uma dança que prende a atenção de quem assiste.
Não existe uma regra específica para este instrumento, apenas sugestões de movimentos e de composições. O punhal exige uma dança intensa e moderadamente interpretativa, onde o bailarino simula uma mistura de luta interna e externa. 
Neste vídeo falo um pouco sobre este instrumento: 

Esta coreografia é fruto de uma proposta de aula, onde foi sugerido a três alunas que  elaborassem uma coreografia curta, a música utilizada foi "Wonderful Arabic Music Instrumental", que sugere o mistério que o punhal pede, o crescente em sua massa sonora traz a agilidade de uma batalha para a movimentação do grupo. Como disse é uma música excelente para a dança com punhal
Apesar de não ser eu que a elaborei vejo muito do meu trabalho nela, a estrutura em roda e diversos movimentos que fazem parte do meu repertório foram utilizados e bem colocados, é  perceptível o estudo prévio da música em sua forma e textura, fizeram muito bom uso das marcações para expressar a intensidade do instrumento.
Caso você não tenha visto os textos anteriores sobre composição coreográfica click aqui
Na sequencia alguns vídeos das apresentações:








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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Processos Coreográficos na Dança do Ventre 4 - Solo de Derbak


Priscila Genaro
Este texto é o quarto da série processos coreográficos onde explico as diversas formas de elaboração de coreografias, caso não tenha visto os anteriores ao lado tem um menu ou você pode acessa-los aqui ou ainda se cadastre para receber em seu email, nossas informações, textos, vídeos e tudo que publicamos sobre a Dança do Ventre e o universo que a acompanha.
A coreografia de hoje foi realizada na música Fiesta Tabla Master, um belíssimo solo de derbak  trabalhado dentro de uma composição musical clássica, ela faz parte do CD bem antigo da bailarina Samara. 

Capa do CD Samara
Na elaboração de um solo de derbak o bailarino tem a liberdade de criação, o que importa neste  tipo de construção coreográfica e a representação corporal das diversas variações sonoras. O bailarino deve representar de forma perceptível para o público a variações de sons graves e agudos que o derbakista pode produzir com o instrumento. 

O derbak é um instrumento que possibilita uma gama de sons diferenciados que pode ir de um estalo bem agudo a um baque grave e forte, incluindo vibrações de diversas intensidades. Alguns destes sons são nomeados de Dum, Ta, Ka e Rush. Porém as variações sonoras vão além destas quadro nomenclaturas, que impreterivelmente devem ser representados na movimentação do corpo de quem dança.

De todas as coreografias que já fiz esta é a que gosto mais, penso ser  fruto de um momento de intensa Inspiração, acredito que todo artista criador possui uma conexão Divina que o inspira e coisas grandiosas e perfeitas surgem como que por mágica. É o caso deste solo de Derbak.
Vou contar a história desde o começo, houve um período em minha vida que todo final de semana havia ao menos um show na agenda. Eu estava na loucura conciliando meu cargo na educação, a dança, a faculdade e dois filhos, vivia correndo de um lado para o outro e dormindo nos intervalos. Até que finalmente uma noite de sábado de folga sem show. 

Terminei as aulas e cheguei em casa às vinte e uma horas, meus filhos estavam com o pai naquele fim de semana e eu fiquei lá sem nada pra fazer, parecia que ali nem era minha casa de tanto tempo que eu passava fora, só pra variar coloquei um CD e fiquei dançando.

Geralmente solos de Derbak não me empolgam muito, gosto de musicas melodiosas, então pulo estas faixas dos CDs. Mas neste dia quando na sequência tocou este solo dancei e como num transe a coreografia inteira surgiu de uma única vez, ao final eu sentei e anotei, coisa que nunca faço, depois dancei de novo e a coreografia estava lá pronta, sem analise da músicas  ou estudo das possibilidades de movimentos, simplesmente ela surgiu pronta em minha mente como uma visão mística.
Alunas do FIDES Centro de Cultura
Nesta época eu tinha um grupo de alunas avançadas que levava para dançar e passei para elas a coregrafia, simplifiquei alguns movimentos e depois com o tempo fiz mais algumas adaptações em relação ao uso do véu.

O véu dourado sofreu mudanças, à princípio era reto e retangular, depois passou a ser o arredondado que usamos hoje, colocamos umas varas de uns trinta centímetros nas pontas para dar movimento, até então eu nunca tinha visto véus com apoio nas pontas, fora o véu wings, hoje já vi em algumas coreografias.

Essa coreografia é minha obra de arte a danço por mais de 15 anos. Quando comecei a fazer os vídeos para a internet fiz um workshop online ensinando-a passo a passo, o vídeo não está bem editado, mas vale a pena o registro. Caso queira aprende-la só acessar o link:

Na sequencia os vídeos de algumas apresentações:

Para aulas e shows: www.priscilagenaro.com.br

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