quarta-feira, 25 de abril de 2018

Processo Coreográficos na Dança do Ventre - Parte 1



Coreografar uma música pode ser uma processo simples de unir movimentos harmoniosamente ou pode fazer parte de um extenso trabalho de pesquisa e elaboração.
Muitas pessoas tem dificuldades em fazer composições e acabam por fazer recortes sem sentido de diversas outras coreografias, o que acarreta uma monotonia quando assistimos a um evento com diversos grupos, pois acaba por todos fazerem as mesmas movimentações e até mesmo os figurinos se tornam parecidos. Criar é um processo que envolve criatividade e conhecimento, quanto mais conhecimento mais subsidio se tem na criação.
Quando vou elaborar uma composição coreográfica parto ao menos de um destes três pontos, as vezes mais de um:

1- Eu tenho uma musica inspiradora;
2- Tenho uma ideia, uma mensagem ou uma história;
3- A coreografia surge através de uma emoção momentânea.

Musica inspiradora   

Algumas músicas são inspiradoras, quando começo o processo coregráfico partindo da música pesquiso o músico ou a banda, verifico bem sua nacionalidade, em que época a musica foi composta, se existe alguma história por traz da sua composição, sua letra, enfim tudo que existe de informação sobre ela. Depois verifico a célula rítmica e sua textura e forma. Somente depois desta analise eu começo a pensar na movimentação cênica, que desenhos serão formados no palco, diagonais, linhas e figuras possíveis em cada momento e em  quais planos serão realizados, alto, médio ou baixo. Somente depois encaixo os movimentos específicos de quadril, braços e pernas. Por último a introdução e a finalização. As vezes faço uma introdução provisória até tudo ficar pronto e sentir a melhor forma de entrar em cena.


Ideia ou Mensagem

Acredito que este é o processo coreográfico mais difícil, exige mais pesquisas para encontrar a musica certa que se encaixa na proposta, o figurino que a representa, e toda a movimentação que possa expressar o conteúdo desejado. O grupo que vai apresentar a coreografia deve estar integrado à ideia do coreógrafo para que a mensagem não se perca. Deve-se garantir a afinidade das ideias e objetivos.

Emoção momentânea

Esta forma de coreografar pra mim é a mais prazerosa e rara de acontecer. É quando simplesmente toda coreografia surge na mente pronta, sem nenhuma intensão ou motivo, os passos se unem e se completam. A coreografia nasce naturalmente pronta e completa.


Quando danço solo nunca coreografo, prefiro deixar a dança acontecer livremente, para dar espaço para a emoção do momento, a interação com o público, porém estudo a musica ouvindo-a e dançando muito e muitas vezes, registro suas marcações e possíveis movimentos que possam vir a ser realizados. Quando elaboro coreografias para dançar em grupo evito assistir outros grupos que já tenham coreografado a mesma musica para não sofrer influência, o nosso cérebro registra o que vemos e mesmo sem intensão reproduz o que já está na memória.

Entendo que coreografar é sentir e falar sem usar palavras é como contar um sonho, muitas vezes as partes não fazem sentido, mas ao final sempre gera uma emoção. Fazer arte é emocionar-se e emocionar o outro. Dançar é sentir com o corpo todo algo que a maioria das pessoas só percebe com os ouvidos. 

Nos próximos textos irei contar como foram os processos coreográficos de algumas danças que realizei.


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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Ás Almas Dançantes do Mercado Persa - II



Neste final de semana tivemos o tão esperado Mercado Persa, o dia D  da Dança do Ventre, a apresentação mais difícil do ano, bailarinos dançando para bailarinos, olhos fraternos e pensamentos críticos se equilibrando na corda bamba em meio aos aplausos, luzes e muito brilho.

Alguns saem exuberantes com os louros da vitória e uma ou mais medalhas no peito e outros saem sabendo que foram melhores que os melhores eleitos, torcendo para que a justiça dos jurados estejam de acordo com sua justiça no próximo ano.

Enfim... lágrimas a parte é uma festa maravilhosa, de encher os olhos e o coração. Os palcos mais democráticos que o capital pode proporcionar. Homens, mulheres, crianças, seres sublimes uno em prazer e alegria fazendo aquilo que os une, a Dança. Cada qual com sua individualidade, sua personalidade numa esplendida colcha de retalhos que levo em minha memória gravado para sempre através dos sentidos.

Voltando pra casa em minha mente um desfile das mais ricas imagens, fecho os olhos e vejo todas as suas cores, suas formas e os mais ricos e delicados movimentos. Ouço as diversas músicas já tão conhecidas e muitas outras que faço questão de pesquisar depois  para incluir em meu repertório. Em meu corpo ainda sinto os diversos abraços e beijos dos velhos amigos de dança que só encontramos em momentos assim. Na memória olfativa... olfativa sim. O Mercado Persa tem seu próprio aroma, cheiro de dança realizada misturado com os muitos cheiros de perfumes, maquiagens, cremes de cabelo e carpete bem pisado.

Este é o Mercado Persa, uma festa bem brasileira, alegre e colorida que preenche nossa alma dançante de desejo de fazer muito mais e cada vez melhor.

Uma festa maravilhosa que mal acaba e já estamos pensando no que faremos na próxima edição.
Parabéns Almas Dançantes que participaram mais uma vez deste mercado de dança, de arte, de vida, de alegria, de aprendizado, de desejo e de sonho.

Parabéns Almas Dançantes, desejo que o ano que vem dancemos mais, vibremos mais, que possamos nos reconhecer como amantes e amados neste mesmo sonho que é Dançar.

Até o Próximo Mercado Persa!


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FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde

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