quarta-feira, 28 de março de 2018

Dança do Ventre na prática - Como ter Quadril Vigoroso e Expressivo

"...a dança, precioso instrumento para aprimorar o conhecimento do gesto"
Ivaldo Bertazzo

Todos que praticam a Dança do Ventre compartilham do desejo de ter um quadril forte que marque perfeitamente a textura da música. 

Mas qual é o caminho?

Bailarinos irão dizer: treine tecnicamente cada movimento. Mas muitos alunos treinam muito e o desenvolvimento é pequeno e surge o mito "tenho um quadril duro". Acredito que isso não existe.
E o que falariam outros profissionais como da área da educação física ou da fisioterapia? Irão dizer faça exercícios de fortalecimento e alongamento. Somente fazer exercícios para o quadril não resolve porque faltará a técnica específica, faltará harmonia dos movimentos de braços e pernas.

Então qual é a resposta?

Depois de mais de vinte anos ensinando a Dança do Ventre, observando a evolução de centenas de alunos. Acredito que a junção das duas respostas é o ideal, nosso corpo é formado por um todo complexo e interligado, cada vez mais pesquisadores da área defendem o trabalho global para se ter um bom aproveitamento dos movimentos e desenvolvimento da psicomotricidade, fator primordial na prática da Dança do Ventre. Porém o trabalho corporal deve dar enfase nas articulações e grupos musculares que favorecem os movimentos da Dança. Ou seja precisa-se pensar em trabalhar o corpo como um todo e intensificar os trabalhos que favoreçam  movimentos técnicos que caracterizam a Dança.

Não existe fórmula mágica, os movimentos fortes que denotam força e impacto exigem força do reto abdominal, glúteos, e quádriceps entre outros músculos que também se localizam no abdome, quadril e coxas.  Para movimentos de ondulações o segredo é um corpo bem alongado e flexível. 

Não é a toa que bailarinos clássicos passam a vida se exercitando além dos treinos técnicos, todo bailarino profissional deve dominar os movimentos específicos da Dança e exercitar-se todos os dias. Abdominais, flexões, agachamentos e muito alongamento devem fazer parte de sua rotina,  pois além de manter o corpo forte e flexível a resposta aos ensaios e treinos serão mais rápidas e evitará possíveis lesões. Como também o cérebro encontrará mais  rapidamente o caminho para executar os movimentos pois os músculos estarão preparados e sensibilizados, por assim dizer, para o trabalho coreográfico.

Nosso corpo é uma máquina perfeita e a compreensão de seu funcionamento favorece o melhor aproveitamento de seu trabalho, por isso um profissional bem qualificado deve estudar e compreender a anatomia e a cinesiologia aplicada a dança. 

"Assim como o fruto do nosso cérebro é o pensamento, o fruto do nosso sofisticado aparelho locomotor é o movimento" Ivaldo Bertazzo


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terça-feira, 20 de março de 2018

Meu Corpo Minhas Regras na Dança do Ventre

"Possuímos uma forma que é a soma da herança genética
 e de atitudes psicocomportamentais. Estes componentes 
definem o modo pelo qual cada um administra 
a própria energia."
Ivaldo Bertazzo

Esta semana comecei a ler o livro Cidadão Corpo de Ivaldo Bertazzo, é interessante que quando passamos a pensar algo vários textos e conversas nos levam a refletir sobre este algo. E isto vem acontecendo com meus estudos sobre a Dança do Ventre.
Já faz um tempo que percebo que ela vem tomando rumos massificadores que não vejo nas danças das bailarinas da Era Gold que foram as pioneiras da Dança do Ventre como a realizamos hoje, como também nos relatos que encontramos nos site destes primeiros bailarinos. 
Quando estudamos os processos de construção coreográfica do Mahmud Reda, Taheya Karioka e Nayma Akef, percebemos que todos eles além de estudarem suas raízes na Dança, buscaram referencias nas diversas danças do mundo, com o objetivo de realizarem espetáculos grandiosos que agradassem o público. Coreografavam danças fluídicas e esteticamente palatáveis, amenizando a dança nativa extremamente visceral, no entanto mantinham a liberdade de expressão e intensidade energética natural.
Porém quando leio textos atuais ditando regras penso, será que estes bailarinos que formataram a Dança do Ventre conheciam estas regras? Não vejo regras em suas Danças, não vejo unidade em seus movimentos, só consigo ver singularidade em cada bailarino e diversidades na expressão corporal. Cada um tinha sua própria forma de dançar e criar a sua Dança.
Acredito que a Dança do Ventre tem uma linguagem que a diferencia das demais danças, que a torna unica e cativante tal como é. Ela possui a linguagem do quadril expressivo, intenso, quase lascivo e irreverente. Por mais que todas as grandes bailarinas e bailarinos fizeram fusões no passado o movimento de quadril permaneceu na base de sua composição. Cada vez mais penso que esta é a unica regra.
Cada bailarino e bailarina coloca em sua Dança sua história que pode fazer parte do seu Eu verdadeiro ou de um eu idealizado, não existem regras para as locomoções, giros e formas de parar no palco, existe apenas o bom senso de realizar uma dança esteticamente aceita pelo público ou não se esta for a intensão do artista. 
Enfim para dançar a Dança do Ventre basta ter quadril e se expressar por ele, o restante são meros complementos que embelezam e enfeitam a Dança.

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No próximo texto falarei sobre como treinar este quadril expressivo.
Até lá!

quinta-feira, 8 de março de 2018

Por que Amamos a Dança do Ventre? Parte 3 - Realização e Prazer


Sempre ao final das aulas incentivo os alunos a dançarem livre, as vezes uma de cada vez, as vezes insiro alguma proposta pra estimular a criatividade e em outras vezes todo mundo dança junto livremente em uma grande festa. É nesta hora que percebo a evolução de cada uma e o que preciso trabalhar nas próximas aulas.

Nesta semana não foi diferente, porém enquanto assistia cada uma dançando fazendo seu máximo para realizar a proposta sugerida naquela aula, algo mágico tocou meu coração, uma felicidade e sentimento de algo realizado plenamente. 

Aquelas pessoas que estavam ali na minha frente pareciam crianças brincando, seus olhos, seus sorrisos, o olhar de cada uma, só me diziam uma coisa; como é maravilhoso trabalhar com o que se ama, trabalhar com o que faz bem às outras pessoas. Como é maravilhoso trabalhar com o bom e o belo, com o que dá prazer.


Este não é o primeiro post sobre o trabalho profissional com a Dança do Ventre, já falei sobre DRT em Dança, como ser profissional, enfim o que mais tenho falado neste blog é sobre o sucesso profissional na Dança do Ventre. Mas o maior sucesso que se pode ter em uma profissão é o prazer em trabalhar com ela e perceber o quanto seu trabalho faz bem as outras pessoas.


Claro que precisamos de gerar renda, sem dinheiro não temos nem a internet pra postar este texto. Porém acredito que este é a consequência de um trabalho bem feito e bem direcionado, não basta amar o que fazemos, temos que compreender e conhecer a fundo todas as facetas deste trabalho, ser um profissional de ponta como dizem nos mundo empresarial e também saber divulgar seu trabalho. 

No caso da Dança do Ventre, não basta saber dançar. Tem que conhecer a fundo o que é a Dança do Ventre, pensar e refletir sobre a própria trajetória profissional, como também que Dança você irá ensinar, no caso do professor de Dança.


Embora a Dança do Ventre exija que eu estude muito, que eu pratique muito, eu amo a Dança do Ventre porque ela me permite trabalhar e viver uma vida de prazeres e realizações comigo mesma quando estou no palco e com o outro quando as alunas estão em cena. 


Eu amo a Dança do Ventre porque além de me fazer feliz, me permite fazer outras pessoas felizes, permite que eu semeie a felicidades no coração das outras pessoas a minha volta.

Eu amo a Dança do Ventre porque quanto eu olho para o outro eu entendo a mim mesma. Quando eu entendo o limite do outro eu expando os meus limites. 

Eu amo a Dança do Ventre porque em cada aula que ensino a dançar eu aprendo a viver.


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