sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Homens na dança do ventre!

Priscila Genaro e Guilherme Troiano
Nos últimos 10 anos é crescente a participação de homens em espetáculos de dança do ventre, apesar de não ser uma novidade, estes bailarinos sempre estiveram presentes.
Mahmud Reda, Tito Seif, Gamal Seif são exemplos de bailarinos maravilhosos, que fazem parte da história da dança do ventre no Cairo e no mundo. Porém a presença dos homens nesta arte é muito mais antiga, de acordo com a pesquisa de Roberta Salgueiro, os homens tomaram o lugar da mulheres quando estas foram proibidas de atuarem na região do Cairo. A escritora nos coloca que estes homens não se caracterizavam de mulheres, mas dançavam a dança do ventre assim como as mulheres, possibilitando a preservação desta arte.
Classificar a dança do ventre como dança feminina é diminuir seu carácter artístico, visto que o fazer arte não possui gênero. Quando falamos em dança como forma de preservação de uma cultura, cada bailarino ou bailarina possui seu papel pré estabelecido dentro de um contexto sociocultural de acordo seu período histórico, assim homens e mulheres possuem seus gestos e movimentos específicos pré determinados que devem ser respeitados ou não se preserva a forma cultural a que se refere.
Mas quando falamos de arte, do fazer criativo, do expressar através do corpo, para isso não existe gênero apenas a arte a ser apresentada e construída. A dança é uma forma de expressão que trabalha o corpo e o prazer através de formas e figuras que transmitem uma mensagem, um diálogo entre bailarino e público através da representação do som e da musica.

Mas por que estes homens fazem tanto sucesso?
Quando assistimos as bailarinas antigas, as precursoras da dança do ventre como ela é hoje, como Taheya Carioca ou  Naima Akef entre muitas outras, podemos ver que cada uma tem seu próprio estilo de dança, sua particularidade ao se movimentar e elaborar sua composição coreográfica. Bailarinas como Fifi Abdo mestra em autenticidade são cada vez mais raras. .
Acredito que a massificação e homogenização da dança realizada pelas bailarinas de dança do ventre, causa uma lacuna, no quesito criatividade. Quando assistimos um festival parece que todas as bailarinas são a mesma pessoa, os mesmos trejeitos, jogadas de cabelo e pernas no mesmo momento da musica, que  vai de encontro com uma das principais características da dança do ventre,  a liberdade de expressão, o que em contra partida vemos nos homens. Atualmente são eles que tem apresentado uma dança autentica, onde a personalidade e criatividade sobressai ao modismos e padrões pré estabelecidos.
Mas o preconceito ainda existe e nos próximos post falarei sobre estas não verdades:

"Homens não tem ventre"
"A dança do ventre é uma dança estritamente feminina"

Nos vídeos duas apresentações de Guilherme Troiano aluno do FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde.




Priscila Genaro e FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde oferecem cursos de Dança do Ventre para todos os objetivos:
  • Para quem quer fazer uma atividade física alegre, de baixo impacto, que queima calorias, fortalece a musculatura, favorece amizades e combate o estresse: Aulas Convencionais.
  • Para quem quer ser profissional,  dar aulas e tem tempo disponível: Curso de Formação e Capacitação de Professores de Dança do Ventre Extensivo.
  • Para quem quer ser profissional,  dar aulas e não tem tempo disponível: Curso de Formação e Capacitação de Professores de Dança do Ventre Intensivo.
  • Para quem quer ser profissional,  dar aulas e está fora de São Paulo: Curso de Formação e Capacitação de Professores de Dança do Ventre Extensivo. Curso on-line ( Breve)
  • Para quem quer fazer uma atividade física alegre e baixo impacto,não tem tempo disponível ou está fora de São Paulo: Aulas Convencionais on-line ( Breve)
Fides – Aprenda Dança do Ventre de Forma Diferente




Homens na dança do ventre!

Priscila Genaro e Guilherme Troiano
Nos últimos 10 anos é crescente a participação de homens em espetáculos de dança do ventre, apesar de não ser uma novidade, estes bailarinos sempre estiveram presentes.
Mahmud Reda, Tito Seif, Gamal Seif são exemplos de bailarinos maravilhosos, que fazem parte da história da dança do ventre no Cairo e no mundo. Porém a presença dos homens nesta arte é muito mais antiga, de acordo com a pesquisa de Roberta Salgueiro, os homens tomaram o lugar da mulheres quando estas foram proibidas de atuarem na região do Cairo. A escritora nos coloca que estes homens não se caracterizavam de mulheres, mas dançavam a dança do ventre assim como as mulheres, possibilitando a preservação desta arte.
Classificar a dança do ventre como dança feminina é diminuir seu carácter artístico, visto que o fazer arte não possui gênero. Quando falamos em dança como forma de preservação de uma cultura, cada bailarino ou bailarina possui seu papel pré estabelecido dentro de um contexto sociocultural de acordo seu período histórico, assim homens e mulheres possuem seus gestos e movimentos específicos pré determinados que devem ser respeitados ou não se preserva a forma cultural a que se refere.
Mas quando falamos de arte, do fazer criativo, do expressar através do corpo, para isso não existe gênero apenas a arte a ser apresentada e construída. A dança é uma forma de expressão que trabalha o corpo e o prazer através de formas e figuras que transmitem uma mensagem, um diálogo entre bailarino e público através da representação do som e da musica.

Mas por que estes homens fazem tanto sucesso?
Quando assistimos as bailarinas antigas, as precursoras da dança do ventre como ela é hoje, como Taheya Carioca ou  Naima Akef entre muitas outras, podemos ver que cada uma tem seu próprio estilo de dança, sua particularidade ao se movimentar e elaborar sua composição coreográfica. Bailarinas como Fifi Abdo mestra em autenticidade são cada vez mais raras. .
Acredito que a massificação e homogenização da dança realizada pelas bailarinas de dança do ventre, causa uma lacuna, no quesito criatividade. Quando assistimos um festival parece que todas as bailarinas são a mesma pessoa, os mesmos trejeitos, jogadas de cabelo e pernas no mesmo momento da musica, que  vai de encontro com uma das principais características da dança do ventre,  a liberdade de expressão, o que em contra partida vemos nos homens. Atualmente são eles que tem apresentado uma dança autentica, onde a personalidade e criatividade sobressai ao modismos e padrões pré estabelecidos.
Mas o preconceito ainda existe e nos próximos post falarei sobre estas não verdades:

"Homens não tem ventre"
"A dança do ventre é uma dança estritamente feminina"

Nos vídeos duas apresentações de Guilherme Troiano aluno do FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde.





Priscila Genaro e FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde oferecem cursos de Dança do Ventre para todos os objetivos:
  • Para quem quer fazer uma atividade física alegre, de baixo impacto, que queima calorias, fortalece a musculatura, favorece amizades e combate o estresse: Aulas Convencionais.
  • Para quem quer ser profissional,  dar aulas e tem tempo disponível: Curso de Formação e Capacitação de Professores de Dança do Ventre Extensivo.
  • Para quem quer ser profissional,  dar aulas e não tem tempo disponível: Curso de Formação e Capacitação de Professores de Dança do Ventre Intensivo.
  • Para quem quer ser profissional,  dar aulas e está fora de São Paulo: Curso de Formação e Capacitação de Professores de Dança do Ventre Extensivo. Curso on-line ( Breve)
  • Para quem quer fazer uma atividade física alegre e baixo impacto,não tem tempo disponível ou está fora de São Paulo: Aulas Convencionais on-line ( Breve)
Fides – Aprenda Dança do Ventre de Forma Diferente




quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Como elaborar uma coreografia de Dança do Ventre

Montar uma coregrafia não é tarefa fácil seja qual for a dança e quando falamos em Dança do Ventre a questão é muito mais complexa. O coreografo deve impreterivelmente considerar alguns fatores:

  • Que estilo de dança pretende realizar;
  • A musica está de acordo com o estilo escolhido;
  • Observar a origem e estilo da musica escolhida;
  • Os movimentos e técnicas escolhidas estão de acordo com o estilo;
  • O estilo de musica e dança possibilitam variações e flexibilidade na composição;
  • O mais importante: Qual é a intensão da coreografia, qual mensagem a ser passada para o público.
  • Respeitar as tradições;
  • Ser criativo e inédito;
  • Estudar o figurino para que esteja de acordo com coreografia e o contexto.
  • Observar o desenho formado durante a apresentação;
  • Elaborar um inicio e um fim que sinalize estes dois momentos distintos;
  • Se utilizar instrumentos, elaborar um jogo de evidencias entre instrumento e bailarinos;
  • A dança deve ser prazerosa pra quem assiste e pra quem a executa.
Mesmo seguindo estes critérios acredito na livre criação do artista, apesar da Dança do Ventre ter um forte peso cultural, podemos criar trabalhos coregráficos livres com propósitos meramente artístico.
Foi o que busquei com a releitura da coreografia de Maurice Bérjat realizada originalmente na década de 60, com a musica Bolero composto por  Joseph M. Ravel em 1928 encomendado por Ida Rubistein que escandalizou pela sensualidade da dança na época.
Minha versão preferida é a realizada por Jorge Don em 1970 pela intensidade e entrega do bailarino, o que me deu subsídios para fazer o meu trabalho coreográfico. Segue o vídeo maravilhoso do Bolero com Jorge Don:


Assim como Dalcrose diz "o movimento é a manifestação exterior de um sentimento interior, a coreografia que compus partindo da obra de Bérjat expressa para mim a união pacifica  das diversidades que vivemos ou deveríamos viver nestes tempos globais, estudante e amantes da Dança do Ventre de todas as idades e níveis de aprendizagem diferentes em comunhão. Assim como a sociedade em constante movimento a coreografia também nunca foi apresentada duas vezes da mesma forma. Neste vídeo falo um pouco da coreografia e na sequencia sua apresentação em São José dos Campos no dia 9 de julho deste ano no Festival da Amizade do Revelando São Paulo. 



Segue lista das diversas versões apresentadas:

1ª versão ( com apenas 2 ensaios) da coreografia Festival de Halloween Fabrica de Cultura do Itaim Paulista outubro 2015:



2ª versão ( com derbak ao vivo) Mostra de Natal FIDES  dezembro 2015:



3ª versão Festival da Amizade Atibaia  Janeiro 2016



4ª versão ( com a pequena Letícia solando) Festival Oriente Fabrica de Cultura Itaim Paulista Fevereiro 2016



5ª versão ( Com o maior número de pessoas) Mercado Persa  Abril 2016




6 ª versão está no primeiro vídeo onde falo sobre o trabalho

7ª versão ( talvez a última) Festival de Inverno FIDES julho 2016



Priscila Genaro e FIDES Centro de Cultura Lazer e Saúde oferecem cursos de Dança do Ventre para todos os objetivos:
  • Para quem quer fazer uma atividade física alegre, de baixo impacto, que queima calorias, fortalece a musculatura, favorece amizades e combate o estresse: Aulas Convencionais.
  • Para quem quer ser profissional,  dar aulas e tem tempo disponível: Curso de Formação e Capacitação de Professores de Dança do Ventre Extensivo.
  • Para quem quer ser profissional,  dar aulas e não tem tempo disponível: Curso de Formação e Capacitação de Professores de Dança do Ventre Intensivo.
  • Para quem quer ser profissional,  dar aulas e está fora de São Paulo: Curso de Formação e Capacitação de Professores de Dança do Ventre Extensivo. Curso on-line ( Breve)
  • Para quem quer fazer uma atividade física alegre e baixo impacto,não tem tempo disponível ou está fora de São Paulo: Aulas Convencionais on-line ( Breve)
Fides – Aprenda Dança do Ventre de Forma Diferente



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