quinta-feira, 23 de junho de 2011

Priscila Genaro

Priscila Genaro, Paulistana  graduada em Licenciatura para o Ensino Fundamental pela USP (Universidade de São Paulo), pós graduada em Gestão Escolar. Estuda dança do Ventre desde 1995, realizando trabalhos  profissionais desde de 1997, participou da formação inicial do Grupo Souham, período que este grupo se destacou como modelo de dança do ventre coreografada, participou de diversos programas de televisão: Adriane Galisteu, Raul Gil, Sula Miranda, Calçadão ( TV paga). Entre 2002 e 2004 participou de muitos Shows com o Grupo Mil e Uma Noites, Tony Mouzayek e Banda e Tony Layoun. Em 2005 passou a se dedicar as aulas e a estudos da dança como fonte de autoconhecimento, se afastando dos palcos. Atualmente Priscila Genaro ministra aulas de dança do ventre e yoga no FIDES Centro de Cultura e Saúde que juntamente com seus filhos realizam um lindo trabalho de divulgação e ensino das linguagens artísticas e da cultura mundial.

http://www.fidescultural.com.br/






















domingo, 1 de maio de 2011

Mona El Said

De todas as Bailarinas que já assisti Mona Said é uma das minhas preferidas, nascida no Egito filha de pai beduíno começou a dançar aos 13 anos e partiu para Líbano onde ficou famosa viajando o mundo todo com shows e workshops.
Como toda bailarina árabe seus shows são acompanhados de grande número de músicos, porém o que a diferencia das demais é sua interpretação musical e carisma ao dançar. A precisão e naturalidade com que executa seus movimentos como também o sincronismo e harmonia com os músicos fazem dela uma estrela internacional na dança do ventre.
Ao assistir a dança desta bailarina podemos apreciar a original dança do ventre árabe, o qual é possível perceber a ênfase dos movimentos do quadril em total sincronia com ritmo da música, seus deslocamentos no palco, movimentação corporal e expressão formam uma composição lindamente espontânea.
Para quem estuda a dança do ventre vale assistir seus vídeos e observar tais caracteristicas:
















sábado, 2 de abril de 2011

A Dança do Ventre no Brasil

A Dança do Ventre no Brasil
ImageA história da Dança do Ventre no Brasil ainda é recente, datando de aproximadamente uns cinquenta (50) anos para cá. E pode-se dizer que provavelmente ela teve seu início quando os primeiros árabes aqui chegaram.
Os primeiros imigrantes árabes vieram da Síria e do Líbano por volta de 1880, e se concentraram principalmente no estado de São Paulo, mais especificamente na capital.

A bailarina Patrícia Bencardini em seu livro nos diz que: “A partir dos anos 50, uma grande população muçulmana entrou no Brasil, vindos de diferentes regiões do Oriente Médio. E, na década de setenta do século XX, novos imigrantes libaneses vieram para o Brasil fugindo da guerra civil, quando muitos encontraram parentes distantes que vieram no começo do século” (p. 68-9).

Provavelmente este foi o caso da bailarina palestina SHAHRAZAD Shahid Sharkey que aqui chegou por volta de 1957.

Muitas bailarinas acreditam ela foi a pioneira desta dança no Brasil. Seu nome de nascimento é Madeleine Iskandarian.
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Shahrazad

Shahrazad foi cabeleireira por 18 anos e passou a dedicar-se à Dança do Ventre a partir do final da década de 70 no Brasil, embora já dançasse profissionalmente desde os sete (7) anos em diversos países árabes, como conta em seu livro.

Aqui se apresentou em diversos restaurantes árabes, teatros e programas de televisão, além de ter concedido várias entrevistas.

Publicou em 1998 o livro intitulado “Resgatando a Feminilidade – expressão e consciência corporal pela dança do ventre”, além de alguns vídeos com a didática que desenvolveu para o ensino de dança, com aproximadamente três mil (3.000) exercícios criados por ela. A última edição de seu livro foi lançada na 17º Bienal do Livro em São Paulo.

ImageSua dedicação à Dança do Ventre, além de incluir a formação de grandes bailarinas e professoras, incluiu ainda sempre uma luta pela valorização da dança e nunca por sua vulgarização.

Em seu livro ela diz que “uma bailarina não deve aceitar que os homens coloquem dinheiro no seu corpo. Eles dizem que é um costume, mas isto não é verdade. O corpo da mulher é sagrado e o povo deve assistir a essa dança com muito respeito e admiração” (p. 5 e 6).


No entanto, sabe-se que Zuleika Pinho foi a primeira bailarina a realizar uma apresentação de Dança do zuleika_pinho_rainha_danca_ventreVentre no Brasil, em um clube árabe chamado Homes, no ano de 1954. Nesta época Zuleika tinha apenas 14 anos: "Me perguntaram se poderia apresentar uma dança oriental, não tinha ideia do que era, mas aceitei", conta Zuleika.

Nesta época, ela passou a se apresentar em vários restaurantes e programas de televisão, assim como aparecer um muitos jornais da época. Para saber mais sobre a carreira de Zuleika.. 

Mesmo assim, na década de 80, segundo a bailarina MÁLIKA, “a dança do ventre era muito pouco conhecida e difundida no Brasil”. Era difícil obter materiais para estudos, aulas e apresentações como discos, CDs, vídeos e roupas. A literatura também era escassa, pois segundo ela, “o Brasil não havia produzido nenhuma obra sobre o assunto e escassas eram as publicações em inglês e francês”.

Para a bailarina esta situação passou a se modificar a partir da década de 90 quando no Brasil começaram a surgir publicações sobre a Dança do Ventre em jornais e revistas, quando surgiram eventos, concursos e desfiles, além de programas de televisão, rádio e internet tratando do assunto. Essa procura pela dança acentuou-se ainda mais após a exibição da novela “O Clone” pela Rede Globo de televisão.

Muitos profissionais dizem que não havia música árabe no Brasil, porque aqui não se produzia e não se vendia também. Os discos de vinil na época tinham que ser comprados fora do país.

De acordo com Jorge Sabongi, proprietário da Casa de Chá Khan el Khalili, no início dos anos 70 havia alguns poucos restaurantes árabes como Bier Maza, Porta Aberta e Semíramis, que atualmente não existem mais. Eles contavam com algumas apresentações de Dança do Ventre e alguns músicos árabes.

Um pouco depois, na década de 80, surgiram as primeiras bailarinas de Dança do Ventre brasileiras, que podem ser consideradas como a primeira geração de bailarinas no Brasil. Foram elas: Shahrazad, Samira, Rita, Selma, Mileidy e Zeina.

O primeiro vídeo didático de Dança do Ventre brasileiro foi lançado em 1993, pela Casa de Chá egípcia Khan el Khalili, tendo como professora a então já bailarina Lulu Sabongi.

Desde então muitos outros vídeos, e mais recentemente DVDs, têm sido produzidos no Brasil, tanto didáticos quanto de shows. Também muitos DVDs internacionais têm sido comercializados aqui, já que a procura tem sido cada vez maior.

A casa de chá egípcia Khan el Khalili foi inaugurada em 1982 por Jorge Sabongi e antes de completar dois (2) anos passou a contar com apresentações de Dança do Ventre (por sugestão de uma casal de egípcios) uma vez a cada três (3) meses.

Até que apareceu Lulu, e após iniciar os estudos na Dança do Ventre, começou a se
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Lulu Sabongi
apresentar na Casa de Chá cada vez com maior freqüência e com um público cada vez maior.

Hoje a Khan el Khalili tem mais de vinte e cinco (25) anos de existência. Além de contar com casa de chá, conta ainda com apresentações diárias de Dança do Ventre, oferece aulas, shows, produz Cds e DVDs, exportando inclusive para outros países.

Os primeiros Cds produzidos no Brasil vieram da família de músicos Mouzayek, liderada pelo cantor Tony Mouzayek. A coleção de Cds intitulada “Belly Dance Orient” encontra-se atualmente em seu 41º volume.

A família Mouzayek veio da Síria na década de 70 e aqui se instalou contribuindo para a divulgação da cultura árabe, principalmente da Dança do Ventre no Brasil.

Além de músicos, são proprietários de uma loja no centro de São Paulo, a Casa Árabe, que existe há mais de quarenta (40) anos e vende diversos artigos para Dança do Ventre, como CDs, DVDs, roupas, acessórios, livros e instrumentos musicais.

Um importante e grande evento de Dança do Ventre que ocorre anualmente no país é o “Mercado Persa”. Ele ocorre na cidade de São Paulo desde 1995 e é caracterizado por promover muitas apresentações de dança oriental (amadoras e profissionais) e por vender muitos artigos especializados às suas praticantes.

O número de participantes deste evento vem aumentando desde seu surgimento, tanto que já conta com dois palcos e não mais com um como no início. O que significa que durante doze (12) horas, das 10 às 22, acontecem apresentações ininterruptas de Dança Árabe em dois palcos simultaneamente. Este evento foi criado pela bailarina Samira Samia e é dirigido por sua filha, a também bailarina, Shalimar Mattar.
Foram ainda elas que criaram o primeiro jornal sobre o assunto no Brasil “Oriente Encanto e Magia”, com publicação mensal, existente desde o ano de 1995. Sua distribuição é gratuita e consta de matérias, artigos, fotos, divulgação de eventos e de profissionais da área.

Image O primeiro livro sobre o assunto, “Dança do Ventre – uma arte milenar”,  foi escrito pela bailarina e professora Málika em 1998, pela Editora Moderna. Foi lançado na Bienal de mesmo ano, mas atualmente se encontra esgotado.

De acordo com a autora, o livro surgiu “de um caderno de estudos, onde costumava anotar passos, dúvidas, temas a serem pesquisados e/ou aprofundados, curiosidades etc”.

Hoje em dia não nos deparamos mais com muitos dos problemas que havia antes, como a falta de Cds, vídeos, figurinos, professoras, bailarinas na área de Dança do Ventre.

Muito pelo contrário, há uma abundância grande de material para estudos e pesquisas, principalmente com a internet. Nela há textos, fotos, divulgações de eventos, bem como vídeos.

Há uma estimativa de que o Brasil é, junto com os Estados Unidos, um dos países ocidentais com o maior número de praticantes do mundo.

De fato, a mulher brasileira se identifica com as características da Dança do Ventre e talvez por isso ela faça tanto sucesso aqui.


Atualmente no Brasil as aulas de Dança do Ventre são oferecidas em diferentes espaços como em academias de ginástica, clubes, escolas especializadas, escolas de dança, assim como em espaços esotéricos e centros culturais.


Muitas revistas e livros já foram escritos sobre o assunto, não se esquecendo de que a divulgação maior fica por conta da internet.


Apesar de pequena, ainda há uma participação da Dança do Ventre no meio acadêmico, onde conta com algumas publicações de monografias, artigos científicos e dissertações de mestrado.


Além disso, nosso país ainda conta com muitos eventos anuais que prestigiam a Dança do Ventre, assim como workshops nacionais e internacionais realizados principalmente na cidade de São Paulo e do Rio de Janeiro.


O Brasil ainda produz CDs árabes, bem como vídeos, DVDs e roupas, além também de importá-los quando é de agrado das clientes.

sábado, 12 de março de 2011

Shaabi

Sha'abi é o nome de um estilo de vida, um estilo de dança e um estilo de música. A palavra é árabe egípcio شعبي e se remete para os mais pobres, as seções mais comuns da cidade. Um termo equivalente pode ser "gueto". O nome veio a caracterizar o estilo de música tocada nos bairros. O estilo é um pouco mais áspero e mais divertido do que o resto da música pop egípcia. Naturalmente, o estilo de dança adquiriu o nome de "sha'abi". A dança é mais assertiva sexual do que é dança egípcia comum.


Sha'abi egípcio
Após a derrota desmoralizante do Egito por Israel na guerra de 1967, novos sons foram desenvolvidos pelos  egípcios no Cairo, os jovens buscaram formas de reafirmar-se em um mundo acelerado, em transformação. Internacionalmente esclarecido, high-tech Al Jeel se tornou a música das pessoas educadas, bem-fazer da juventude. Enquanto isso, em bairros da classe trabalhadora, um som ousado, novo chamado sha'abi, o que significa "do povo", floresceu. 
Sha'abi tem origens rurais, mas também se refere a um estilo musical urbana moderna, muitas vezes utilizando instrumentos ocidentais e elétricos. Músicos Sha'abi popularizaram formas músicais curtas e letras que lidam com temas sociais cotidianos. Esse estilo cresceu no Egito na década de 70, inflamados pelo surgimento da tecnologia cassete acessível. Descaradamente rude e cômica em seus temas e letras, Ahmed Adaweyah provocou a explosão sha'abi com o seu primeiro cassete em 1971. A música também pode evocar tristeza e nostalgia, mas mais freqüentemente retratam relatos de sobrevivência na cidade e  o orgulho de classe trabalhadora. Algumas músicas chocam outras encantam com seu ritmo grosseiro e letras que variam entre criticas sociais, sátiras e contos folclóricos, misturando diversos sons.
Alves e seus seguidores chocaram alguns ouvintes e encantaram outros com suas letras ousadas que critica sociedade tradicional.
Estrelas da música sha'abi deixam de desenvolver trabalhos para as classes nobres devido a reputação que adquirem, mas trabalham em festas particulares e em estúdios do Cairo. Cantores Sha'abi devem dominar a arte de Mawal, improvisado composto por comentários e histórias usadas ​​para conduzir mensagem em forma de canção a população. Shabaan Abdul Raheem trabalhou como um homem simples até que ele começou a gravar sucessos sha'abi em sua voz marcante expressando sentimentos anti-estrangeiros com palavrões como no rap. Shabaan outro sucesso, teve vários de seus cassetes proibidos, foto que ajudou construir sua fama, embora ele venda 100.000 ou mais em cada lançamento, ele continua a levar uma vida simples, cuidando de seu galinhas e cabras em seu antigo bairro. Cantores Ali Sami e Sahar Hamdy adotaram uma abordagem rap ainda mais ousadas e suas músicas forma proibidas de tocar nos rádios, pois suas canções são sexualmente explícitas. Nos anos 90, jovens estrelas como sha'abi Hakim, Khaled Agag, Hassan el Asmar, Magdy Talaat e Magdy Shabin marcaram suas canções estilo pop com sintetizadores, baterias e letras que variam entre o som  brega, a comédia satírica e a sedução.
Atualmente a evolução sha'abi techno-pop conquista jovens de todo o Norte da África como uma geração grande de adolescentes inquietos que anunciam sua presença e a sua abertura a novas idéias. 


Sha'abi Marroquino
A população marroquina têm apoiado sha'abi. Grupos se encontram nos em cafés e gravam seus cassetes para o mercado local. Tradicionalmente, as canções sha'abi começam devagar com  introduções exploratórias e avançam para um final mais rápido. Cantores dos anos 50 e 60 que fundaram o Sha'abi como Abdelwahab Doukali e Hamid Zahir, continuam a ser  icones deste estilo. Mas durante os anos 70, uma segunda onda de grupos sha'abi diminuiu o ritmo e aguçou o som, inspirados tanto pela música indiana e os Beatles como pelo pop prevalente egípcio que competiu diretamente.Três grupos, Nass El-Ghiwane, Jil Jilala e Lem Chaheb, lideram as listas de sucessos Sha'abi nos anos 70. Nass El-Ghiwane começou como um grupo de teatro em Casablanca em 1971.  Seu vocalista Boujmia criticou o poder e cantava sobre os julgamentos dos pobres, mesmo após sua morte, no início dos anos 80, o quarteto remanescente continuou com seu sabor forte da música Gnawa Árabe-Africano em seu som. Jil Jilala começou em 1972, também como uma trupe de teatro, a música do grupo chamada tradição malhoun orquestral, onde longas composições musicais acompanham poesia clássica. Jil Jilala agora usa ritmos Gnawa e Ghaita dupla palheta, assim como bouzouki fretless e dois bendirs (tambores) para reforçar a batida. O terceiro grupo crucial sha'abi, o quinteto Lem Chaheb, se aventurou mais longe em idiomas ocidentais, forçando os limites de uma cena musical com influências estrangeiras. Guitarra e bouzouki ás Lamrani Moulay Cherif, a atração do grupo de estrelas, mais tradicionais com percussão, baixo elétrico, buzinas, vozes, e agora, inevitavelmente, baterias. Em 1985, Lem Chaheb excursionou com a banda alemã de fusão Dissidenten e jogou em seu registro Sahara Elektrik.Continuando a tradição pop raízes nos anos 80, um jovem grupo de el Muluk Hwa toca a música acústica incorporando material Gnawa, seus últimos cassete Casbah vendeu mais de 200.000 cópias na Espanha. 






                                                                        Hakim






                                                                        Magdy Talaat










                                                                   Hassan el Asmar




                                                            


                                                                   Khaled Agag






                                                                   Lem Chaheb


                                                        
                                                                     Jil Jilala 






                                                                   Nass El Ghiwan




                                                                   Abdelwahab Doukali 




                                                                   Hamid Zahir




                                                                   Ahmed Adaweya
                                                                   











Texto adaptado do original em  http://en.wikipedia.org/wiki/Shaabi 12/03/2011 -

 imagens de youtube.com 

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